Como formar professores especiais

Trabalhar com crianças deficientes exige uma formação específica. No entanto, a preparação dos estudantes dos cursos de licenciatura e de pedagogia é falha. Falta aprofundamento em questões didáticas e em como abordar a inclusão em sala de aula. O resultado é desespero diante de questões práticas relacionadas ao assunto. 

A professora de Educação Especial Adriana Soares Etges define a sua profissão como um desafio diário. “Não há receita exata, mas com certeza paciência e determinação são ingredientes fundamentais”. Formada em pedagogia pela Universidade de Santa Cruz do Sul, ela relata que fez curso de capacitação para poder trabalhar na APAE de Venâncio Aires. Com 18 anos de experiência na área, acredita que existe carência de profissionais. “Faltam disciplinas na universidade que façam o aluno refletir sobre o tema”.

Demetrius Ricco Ávila compartilha o mesmo pensamento. O acadêmico de Licenciatura em Filosofia declara: “O processo ainda está no começo”. Ele faz parte da primeira turma de Libras da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Neste ano, a comunicação por sinais passou a integrar o currículo obrigatório. O jovem de 20 anos afirma: “Existe algo sendo construído nesse sentido. Claro que um semestre é muito pouco tempo para aprender Libras, por exemplo, mas já é um primeiro passo. Demorou bastante”. 

O professor de Psicologia da Educação Paulo Francisco Slomp pensa que o problema nas instituições de ensino superior é reflexo da sociedade. “A minha impressão é de que nós como professores e agentes educacionais fazemos parte de uma sociedade preconceituosa e carregamos isso conosco”. Segundo ele, os universitários manifestam as suas dificuldades quando assumem uma sala de aula. Como trabalhar com alunos especiais em classes regulares é uma das principais discussões nas disciplinas ligadas ao ensino. 

Com uma teoria vaga, resta aos profissionais aprenderem com a prática, o que é muito mais complicado. Paulo Francisco declara que é essencial um espírito de acolhimento por parte do professor. Ele ressalta que o processo inclusivo é benéfico para todos: “Vale a pena tentar”. Demetrius concorda e acrescenta: “A inclusão é indiscutível. É mais do que evidente que ela deve ser promovida”. 

A vida não é um moranguinho. É um abacaxi.

Nem acredito que consegui sentar para escrever. Fazia um bom tempo que isso não acontecia. Minha rotina está uma loucura. Alguns chamam de pânico do meio do curso, eu penso que é a síndrome do fim do semestre. Mas enfim, considerem como quiser. É horrível sob qualquer nome.
Virei uma come-trabalha-dorme. Claro que o sono é o que menos ocupa o meu tempo, porém qualquer hora solta serve para um cochilo. Não tinha facilidade para adormecer. Entretanto, nos últimos dias quase perdi a parada da minha casa algumas vezes. Devia estar sonhando que estava na cama, debaixo de um cobertor, com os olhos fechados e a mente aberta.
Em uma dessas tardes chuvosas lembrei de quando minha ocupação era ficar em casa olhando Sessão da Tarde. Que saudade daqueles filmes cafonas. Quem diria que um dia eu afirmaria algo assim. Inacreditável. O que o stress faz com as pessoas.
O frio me recorda pantufas. Queria meu Scooby Doo aqui comigo, seria um pouco mais agradável trabalhar. Um cobertor também não seria tão ruim. Ou uma ilha de edição situada em um colchão fofinho.
Fico por aqui com os meus devaneios. Definitivamente, preciso de férias. Uns dias em casa. Sozinha. Comigo mesma. Com o DVD. E muitos episódios de “Friends”.

O lixo da Portelinha gaúcha

“Olha aí o presidente da nossa Portelinha”, anuncia o oficial de justiça Nésico Sandi. Assim, ele se refere ao senhor de expressão cansada Anselmo Selvino Machado. “Seu” Anselmo, como é conhecido na Vila São Pedro, ocupa o cargo de presidente da Associação dos Moradores do local. A comparação com Juvenal Antena, personagem da novela “Duas Caras”, surge de forma espontânea. No entanto, os problemas enfrentados na comunidade de Porto Alegre estão longe de ser apenas ficção. Entre tantas dificuldades, uma das que contribui para deixar ainda mais abatida a fisionomia do homem de 65 anos é o lixo.
Ao caminhar pelas ruelas é impossível não reparar na sujeira. No meio de sacolas rasgadas circulam crianças, cachorros e ratos. Segundo Eva Vidal, que mora na comunidade há cerca de 15 anos, é difícil viver diante da atual situação. “Esqueceram que nós somos humanos”, afirma mencionando o descaso da Prefeitura Municipal. A mulher de 57 anos declara ainda: “Nós estamos perdidos aqui no meio da imundice”.
O responsável pela Vila do Cachorro Sentado (como o local também é conhecido) não esconde a indignação com os próprios moradores: “O pessoal é muito relaxado”. Ele alega que o município “faz a sua parte” com a coleta seletiva três vezes por semana. No entanto, sempre existem materiais deixados diretamente no solo. Além disso, a poluição se estende ao Arroio Dilúvio. Com freqüência, grandes quantidades de lixo são jogadas nas águas que correm pela Avenida Ipiranga.
Doracilda Adelina Silva tem 72 anos e é habitante da São Pedro há 30. Ela aponta com preocupação as doenças geradas pela falta de cuidados com o ambiente. “Convivemos com moscas, baratas e pulgas”. Em relação à saúde, Anselmo concorda que as pessoas estão expostas a diversos perigos. Devido à sujeira, é comum a aparição de ratos, o que pode ocasionar leptospirose. De acordo com o presidente da Associação dos Moradores já foram tratados dois casos da bactéria.
O local é propício para a propagação da dengue. Existem diversos pontos com água parada. A Secretaria do Meio Ambiente esteve na comunidade neste verão, porém, não foi feito nenhum trabalho de conscientização. “Foi apenas uma visita”, recorda Doracilda. E assim a vida segue para a população que espera ansiosa por saneamento básico e condições mínimas de sobrevivência.

Mudanças

Ando afastada do blog, mas pretendo voltar em breve. Estou envolvida atualmente com outro estágio. Quem quiser conferir meu trabalho é só assistir aos vídeos da capa do site da PUCRS.

Até breve!

Potencial Feminino

A jovem morena entra com o sorriso no rosto. O cabelo escuro tem um brilho peculiar. Ela logo se apresenta e começa a falar. Durante os cerca de 70 minutos posteriores, é a sua voz um tanto rouca que domina o ambiente. Na posição de espectadores estão os alunos do quinto semestre de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Já o cargo de apresentadora da aula do dia pertence a mesma que lidera o RBS Esporte: Alice Bastos Neves.
Uma das suas primeiras afirmações é de que não imaginava trabalhar na televisão, muito menos na área esportiva. Formada pela PUC no fim de 2005, elaborou seu trabalho de conclusão sobre jornalismo cultural. No entanto, a oportunidade de trabalhar na RBS TV abriu um novo caminho para a jornalista de apenas 23 anos.
Atualmente, ela completa a rotina turbulenta com a paixão pelo esporte. Cada matéria sobre uma modalidade diferente faz com que Alice queira vivenciar a novidade. Porém, seu tempo é reduzido e quando o horário permite a opção é pelo sapateado, dança que a conquistou há alguns anos.
Em 2007, a moça natural de Pelotas foi escalada para realizar a cobertura do Pan Americano do Rio de Janeiro. Sobre a experiência, afirma que foi muito construtivo trabalhar em um evento tão grandioso e com tamanha estrutura. Ressalta também que o esporte olímpico tem carência de espaço, o que facilita o acesso aos atletas. Sendo assim, é possível realizar um acompanhamento intenso do desenvolvimento do esportista. A apresentadora enfatiza essa luta diária, tanto por destaque quanto por superação.
A reportagem é uma das atividades preferidas de Alice. Ela pensa que conhecer a história de alguém e passar essa trajetória para os outros é incrível. Além disso, confessa que sentiu inicialmente um temor com o “ao vivo”. Contudo, a prática a deixou melhor preparada: “A adrenalina do ao vivo é show de bola”.
Para a jornalista, o importante é o presente: “Minha meta é trabalhar e conforme as oportunidades ir traçando o meu caminho”. A repórter acredita no jornalismo e no esporte como transformador social. Ela também expõe que embora algumas situações a desanimem na profissão, a vontade de continuar prevalece. “Não dá para perder o brilho no olho”, conclui Alice.

Mulheres na política: Da Revolução Francesa à Feminina

A Revolução Francesa tem data de início e fim. Já o movimento contemporâneo feminino dispensa a definição de final. Ele consiste em um longo processo evolutivo de expressão das mulheres no mundo moderno. No entanto, os dois períodos apresentam uma semelhança essencial: os ideais de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.
As conquistas do chamado “sexo frágil” foram lentas. No âmbito da política, o triunfo aconteceu de forma ainda mais gradual. Apenas em 1893, na Nova Zelândia, as mulheres tiveram pela primeira vez o direito ao voto. No Brasil, isso só ocorreu em 1932, através do novo Código Eleitoral promulgado por Getúlio Vargas.
Atualmente, as mulheres são destaque nos governos internacionais. Segundo a socióloga Aurea Petersen, “a política sempre se constituiu em um espaço masculino”. Entretanto, podem-se destacar precursoras relevantes como Indira Gandhi, considerada a principal liderança feminina do Terceiro Mundo, no século XX. Ela ocupou o cargo de primeira-ministra da Índia de 1966 a 1977 e de 1980 a 1984, quando foi assassinada.
Exemplos de governantes de sucesso não faltam. Áurea cita Tarja Kaarina Halonen (presidente da Finlândia) e Mary McAleese (representante da Irlanda), entre outras. No entanto, a professora de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul afirma que o número de políticas “ainda é reduzidíssimo”. Ela ressalta: “As que conseguem poder político precisam enfrentar muitas dificuldades. É um espaço que precisa ser aberto à duras penas”.

POLÊMICAS NA MÍDIA

Na última semana, diversos veículos de comunicação publicaram fotos da chanceler da Alemanha, Angela Merkel. A peculiaridade das imagens estava no decote ousado da representante alemã. Além do fato, teve repercussão também, há algumas semanas, o leilão do retrato de Carla Bruni nua. A cantora é casada com Nicolas Sarkozy, presidente da França.
Ambas situações foram exploradas por diversas mídias. O jornalista Fábian Chelkanoff declara que essas informações não são relevantes. “As pessoas devem ser notícia pelo que elas fazem”, afirma o professor de Jornalismo Internacional da PUCRS. Ele considera ainda que as mulheres na política internacional chamam tanta atenção por uma questão histórica. “Nunca houve um número tão grande de mulheres no comando de países”.
A socióloga Aurea Petersen expressa uma opinião parecida. Segundo ela, o comportamento dos veículos de comunicação é totalmente desrespeitoso com as mulheres. “Não é relevante mostrar isso. Porém, em pleno século XXI e apesar dos desbravamentos feitos por algumas mulheres, ainda vivemos em um mundo extremamente machista em que qualquer alusão ao corpo feminino vende jornal ou revista”.

Volta ao mundo de Pernalonga passa por Porto Alegre

* Matéria publicada na Cyberfam.

A companhia Holiday on Ice trouxe para Porto Alegre o espetáculo “Pernalonga e seus amigos em A volta ao mundo em 80 minutos”. A estréia aconteceu quarta-feira, 16,às 20 hrs. O show de patinação no gelo encantou crianças e adultos que saíram do Gigantinho satisfeitos com o que viram.

Após os avisos iniciais, as luzes foram apagadas e houve vibração intensa. A tradicional trilha sonora acompanhou a entrada de um dos mais adorados personagens do Looney Tunes: o Piu-Piu. Como de costume, Frajola começou a sua perseguição ao esperto passarinho. No entanto, a Vovó o protegeu das garras do gato. Além disso, tratou de avisar ao público: “Gritem para mim sempre que o Frajola estiver atrás do Piu-Piu”. Os espectadores cumpriram a promessa durante toda apresentação.

Na seqüência, a estrela da noite apareceu para dar as boas-vindas à platéia. Pernalonga imediatamente conquistou sorrisos dos pequenos fãs. Foi ele que deu início a grande viagem que tinha no roteiro nove países. Estados Unidos era o primeiro. Depois viriam ainda: México, Brasil, Austrália, China, Índia, África, Rússia e França.

Era notável a admiração das crianças. Pedro Lucas Vieira Pereira, de 5 anos, afirmou que o espetáculo estava “bem legal”. Quando questionado sobre qual era o seu personagem preferido do Looney Tunes, o menino lembrou de vários, entre eles do Ligeirinho e da Lola.

As irmãs Júlia e Luísa Oliveira Klippel, de respectivamente 11 e 6 anos, ressaltaram o Piu-Piu como o boneco mais bonito. A mais nova citou que assiste ao desenho em casa e que naquela noite era como se estivesse dentro da televisão. A mãe das meninas também estava satisfeita com o show.

Com figurinos elaborados, os artistas demonstraram desenvoltura sob os patins. Os efeitos de luzes remontavam o ambiente a cada cenário. Além disso, o público participou ativamente e aplaudia cada demonstração de talento dos patinadores. Saltos e piruetas impressionaram. Destaque ainda para a sincronia dos integrantes do grupo Holiday on Ice.

Vaidades íntimas

Praticamente toda mulher tem uma amiga que se destaca com facilidade. Ela passa e todos os homens se curvam para acompanhar o seu rebolado. Seus lábios estão sempre retocados de batom e o olhar delineado perfeitamente com a dupla rímel e lápis de olho. No entanto, não é só na aparência que a tal chama a atenção. É comum ela ser a mais falante, a mais querida e a mais amada. É mais demais.
Tenho uma amiga assim. Nada contra o seu jeito de ser (ou melhor, de se arrumar). Porém, não combina comigo. Sou uma pessoa que não dispensa roupas confortáveis, muito menos um bom tênis. Maquiagem só por motivos especiais ou casos raros de extremo bom-humor. Brincos e acessórios em excesso fazem com que eu me sinta uma árvore de natal. Enfim, passo despercebida na multidão.
Mas aconteceu um fato curioso essa semana. Estava eu e a minha citada amiga no banheiro feminino. Enquanto guardava minha escova de dentes ela cumpria seu ritual rigoroso de beleza, que inclui até blush. Em determinado momento, ela afirmou que desejava que as pontas do cabelo dela ficassem viradas para fora como as minhas. Surpresa com a frase, disse com descaso que não fazia nada especial para que meu cabelo fosse assim, apenas o lavava e deixava secar ao natural.
Senti uma leve inveja no seu “AH” exclamativo. Sei que meu cabelo não foi a causa desse sentimento, mas sim o fato de não me esforçar para ele ser assim. Tal episódio reforçou a idéia de que nunca estamos satisfeitos. Ao se tratar de beleza, o limite está na artificialidade. Sendo assim, entre chamar a atenção por parecer mais um enfeite decorativo do que uma pessoa, prefiro ser naturalmente eu mesma, de tênis e cara lavada. Simples assim.

* Nada contra essa minha amiga, pelo contrário, nos damos muito bem. Não é uma crítica contra ela, mas sim contra a super valorização da beleza e da aparência física. Que fique claro, por favor.

Seja Voluntário!

Fui no hospital para fazer o teste de compatibilidade de medula com a menina Siane, da qual falo no post abaixo. Passei por muitos lugares até finalmente achar o certo. Lá recebi a informação de que precisava marcar horário para a coleta de sangue. Ganhei um folheto e transcrevo aqui o que considero mais relevante. Quem sabe assim alguém mais se anima e realiza essa boa ação.

Seja um doador de medula óssea: cadastre-se como voluntário. Você não tem nada a perder e a vida só tem a ganhar.

* O que é a medula óssea?

É a matriz do sangue, ela contém as células que dão origem aos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. A medula está localizada na parte interna dos ossos.

* Se um doador compatível é encontrado, qual o procedimento?

O doador é convocado e um exame de sangue mais detalhado é realizado. Cabe destacar que a medula se regenera.

* Quem pode doar medula óssea?

Qualquer pessoa que estiver em bom estado de saúde. Não é necessário ter peso, nem são excluídos os doadores com antecedentes de doenças infecciosas. São excluídos apenas os portadores de doenças oncológicas.

* Como a medula é removida?

Existem duas formas de doar medula: uma por punção direta da medula óssea e outra por filtração de células-mãe que passam pelas veias (aferese). A punção direta da medula é realizada com agulha, na região da nádega. Retira-se a quantidade de medula equivalente à uma bolsa de sangue. Para que o paciente não sinta dor é realizada anestesia e o procedimento dura 40 minutos. O doador permanece em observação por algumas horas e pode retornar suas atividades no dia seguinte. Não fica nenhuma cicatriz, apenas a marca de 3 a 5 furos de agulha. O único risco para o doador é o de se submeter à uma anestesia. A coleta pela veia é realizada pela máquina de aferese. O doador recebe um medicamento por 5 dias que estimula a proliferação das células-mãe. Elas migram da medula para as veias e são filtradas. O processo dura em média 4 horas, até que se obtenha o nº adequado de células. O úncio efeito colateral possível do medicamento são dores pelo corpo, similares às de uma gripe.

* Como decidir sobre a forma de doação?

Se houver compatibilidade, o doador será avaliado por um clínico para certificar seu bom estado de saúde. O médico informará qual a forma de doação que mais beneficiará o paciente em questão. A coleta será realizada no centro de transplante mais próximo.

* Como os pacientes recebem a medula óssea?

Depois de um tratamento que destrói a própria medula, o paciente recebe a nova por meio de transfusão. Em 2 semanas, a medula transplantada já estará produzindo células novas.

ONDE SE CADASTRAR PARA SER DOADOR DE MEDULA ÓSSEA EM PORTO ALEGRE:

Centro de transplantes - Hospital Dom Vicente Scherer
Av. Independência, 155
Centro
Fone: (51) 32148670
Email: transplantes@santacasa.tche.br
Site: Santa Casa

Uma chance de me redimir

Semana passada, um colega de faculdade fez um anúncio que me remeteu a um fim de setembro de uns seis ou sete anos atrás. A chuva invadia vagarosamente os corações das pessoas presentes no cemitério. Com o humor também nublado, eu me dirigia até o túmulo no qual eu voltaria muitas vezes ainda durante a minha vida. Ela tinha os cabelos longos e da cor do mel. Eles caiam pelos seus ombros e acabavam próximos da cintura. Sua pele era delicada, assim como o sorriso manso. Aos nove anos de idade já tinha suportado mais sofrimento do que se pode imaginar. Débora era linda e iluminava qualquer ambiente. No entanto, a leucemia fez com que ela me iluminasse apenas de longe depois daquele triste setembro. Todas essas lembranças vieram na minha mente a partir do anúncio do meu colega. Ele contou que uma menina de 14 anos chamada Siane precisa da mesma ajuda que há algum tempo minha amiga Débora necessitava. A jovem também tem câncer e está a procura de doador de medula. Entretanto, a chance de encontrar alguém compatível é de um em um milhão. Resolvi fazer o simples exame de sangue que atesta se sou ou não o anjo dessa menina. Convido todos os leitores para irem até a Santa Casa e agirem da mesma forma. É a chance de dar para alguém o maior presentes que temos: a vida.

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