Bobagens, Coisas que me incomodam, Sem-categoria

Carpe Diem nos dias de hoje

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Ah…O balanço

Não poderia faltar essa imagem no arcadismo. O ambiente do campo, o clima bucólico, faltou as ovelhinhas e um violão. Carpe Diem ou “aproveite o dia” não são mais os mesmos, substituímos as ovelhinhas por outras companhias, o violão pelo Spotify e o ar fresco do campo está cada vez mais distante das cidades. Sendo assim Carpe Diem ganha um novo sentido. Esses dias até pensei em fazer uma tatuagem com Carpe Diem, pena que precisa de agulha.

Como Mick Jagger disse em entrevista, “a plateia assiste o show pelo celular”. E não se trata exclusivamente de shows, a vida em si é transmitida ao vivo pelo Snapchat. Mesmo sendo uma bela crítica, entendo que queremos guardar os bons momentos com fotos e vídeos, porém me pergunto se não estamos extrapolando os limites e deixando de aproveitar o que realmente importa. Caminhe pelo centro da cidade, olhe nas salas de aulas, em qualquer lugar existem pessoas conectadas em suas telinhas.

Claro, cada um com suas particularidades.

Destaco aqui algumas músicas que fazem parte da minha rotina, e nos minutinhos de paz e harmonia, refletem o novo Carpe Diem:

  1. Perfectly Lonely 
  2. Upside Down 
  3. Sunday Morning
  4. She Moves In Her Own Way
  5. Put Your Records On
Bobagens, Sem-categoria

Dias de “amei” na internet

Quem somos nas redes sociais? Vivemos publicando e expondo nossas vidas pessoais. É muito fácil de saber o que estamos sentindo ou fazendo, basta entrar no spotify e ver a música que o fulano está escutando, o status no whatsapp e suas publicações no facebook. Nem entro muito em detalhes do snapchat, já que não costumo entrar. Mas é isso, estamos cercados de informações sobre o próximo e do que queremos que as pessoas saibam (e quanta indireta entra aqui).

Me encaixo direitinho nesse universo bizarro de indiretas, meu status está de prova. É “só” uma parte de uma música, “só” uma frase… O spotify é outra vítima das mudanças do meu humor, tocando de indie até funk. Tem dias que dá vontade e vou dando “amei” por todo o facebook, me sinto uma hippie espalhando coraçõezinhos por aí.

E já que estou falando de humor e indiretas, aqui está a música chiclete na minha cabeça:

AMO!, Bobagens

Por aí

Minha vida está de pernas pro ar. Não que eu não goste, pelo contrário, eu adoro!
Planos, planos e mais planos transbordam da mala que está debaixo da escada. Cada coisinha que lembro é jogada lá. Tantos detalhes de uma vida dividida entre casas que moro/morei.
Costumo deixar pedaços de mim por aí. Soltos. Esquecidos de propósito. Assim, evito que as pessoas me esqueçam, pelo menos tento adiar o esquecimento.
Na Édina tenho uma toalha. Na Camila e na Laura uma dúzia de caixas. Na vó Ica roupas que estavam com a costureira. Nos meus pais outra pilha de coisas. No Fi estou de mala e cuia.
Fico no meu primo por mais uns dias, até uma semana antes de viajar, mais ou menos.
É algo diferente, daquele tipo: “Meu Deus, eu tô morando com um menino!”
A gente se dá bem. O Fi cuida de mim, é aquele tipo irmão mais velho. Porém, sinto falta das gurias.
Se estou com saudade agora (3 noites longe, sendo que nos vimos em um dos dias, fomos no cinema juntas) imagina em Londres… O vazio deixado vai ser imenso.
Mas enquanto estou aqui só posso pensar em coisa boa… E trabalhar, pois isto me deixa mais viva e cheia de energia, a cada dia!
Buenas, estes são os sentimentos que fazem parte de mim agora 😉
Mas em 20 minutos, tudo pode mudar – como diriam na Band News 🙂

Ansiosa…

Bobagens, Coisas que me incomodam, Eu por eu mesma, Observações

Só um pouquinho de cor de rosa

Não tenho opinião formada sobre o Dia dos Namorados. Por vezes considero o mais cafona possível. Fico irritada com os corações nas lojas, nos ônibus, nas propagandas de TV. Terrivelmente aborrecida com a invasão de casais felizes nas ruas. Até no supermercado eles encontram motivos para cenas românticas: “Amor, o creme dental!”, “OH! É por isso que eu te amo”. Beijo apaixonado. Game over.
Por outro lado sinto um clima ameno. As músicas bregas tocam no rádio sem medo de uma cara desconfiada. E a espera por uma mensagem, uma flor, um mimo ou carinho (OU TUDO ISSO!) é empolgante.
Hoje fiquei dividida entre minhas considerações. Comecei a me vestir e optei pelo preto. Blusa e casaco. Olhei no espelho e me achei sem graça. Meio destruidora da alegria alheia. Meio amargurada. Meio de luto.
Pensei. Dei uma volta pela casa. Olhei de novo para o espelho. Tá, ok. Eu me rendo. Coloquei uma manta cor de rosa no pescoço. Rosa pink. Afinal, as coisas não estão tão negras assim para mim.

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Domingo

Noite de chuva.
Mas passou a chuva.
E troquei de canal.
E fui para o computador.
E cansou o braço.
E passou o Fantástico.
E voltou o Cabrini.
E pensei no trabalho.
Porém, esqueci o trabalho.
E quis dormir.
Mas desisti.
E ventou lá fora.
E senti frio.
Daí tomei um banho quente.
Daí voltei pro sofá.
Daí lembrei dos meus remédios.
Daí engoli as pílulas malditas.
Daí fiz um café preto.
Daí comi chocolate.
Daí perdi o sono pela segunda vez.
E fiquei procurando-o na internet.
E não achei.

Bobagens, Observações

A bendita Santa Felicidade

Curitiba é uma cidade agradável. Limpa, organizada, curiosa. Sim, aqui algumas coisas são bem diferentes. Um exemplo é o trânsito. Em Porto Alegre, tu (que saudade de usar o tu e ninguém ficar me olhando com uma cara estranha!!!) precisas dar mil voltas para cruzar uma avenida. É retorno que não acaba mais. Na capital paranaense é mais prático. Basta esperar a sinaleira e dobrar. Simples assim. Viva a inteligência humana.
Aqui minha irmã é a Miss Venâncio Aires. Meu pai se interessa por Apple (só porque o meu computador é o único disponível). Minha mãe é calma. Meu irmão usa terno (meus pequenos primos parecem gente de modo geral). E eu continuo a mesma. A senhora direita e esquerda. Pelo menos em Curitiba não me perco com os retornos.
E todos somos felizes perto da Santa Felicidade, bairro onde meus tios e primos moram. Todo amor para Débora e Ricardo. Ano que vem tem mais. Se a vaqueira segurar o Dani. Assim seja. Beber, cair e levantar.

Bobagens, Eu por eu mesma, Observações

Carências

Diante da minha crise (dor de garganta, gripe, dor nas costas,…) resolvi fazer uma lista do lado ruim de morar sozinha. Ando pensando muito nesses aspectos negativos…

Se alguém tiver algum item para adicionar, agradeço.

* Ficar doente e não ter quem cuide de você. (Meu caso hoje).

* Nunca ter muita comida em casa. (E o que tem às vezes nem dá para chamar de comida).

* A sujeira ir se acumulando sem que ninguém limpe. (Não tem ninguém para dividir a limpeza também).

* Não ter ninguém te esperando de noite em casa. (Isso faz com que eu acabe falando com as paredes).

* Não ter ninguém para cozinhar ou dividir a louça. (Odeio ambas as funções).

* Aturar o barulho dos vizinhos sozinha. (Ou com a ajuda da televisão em um volume master alto).

* Não ter com quem comentar as trivialidades da vida. (E novamente desabafar com as paredes).

* Não ter com quem dividir uma pizza no meio da noite. (Eu tenho a Paula, mas esporadicamente).

* Ficar sem um despertador humano. (Minha mãe nunca me deixava faltar aula).

* Não ter um homem para trocar a lâmpada ou consertar o chuveiro. (Eles dominam mais essa área de conhecimento).