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Minha casa por dois meses

Confesso que ainda não tinha achado nenhuma forma de escrever tudo o que eu vivi nesses últimos dois meses. Por isso, vou tentar resumir o que eu fiz e como me senti. Senta aí que vem tagarelices…

Minha irmã, Ananda, se mudou para Londres em agosto de 2016, e logo começaram os planos de viagem. 30 de novembro chegou tão rápido, acabei embarcando sem acreditar que realmente estaria indo. Minha vó também foi, no entanto ficou durante só duas semanas, então aproveitamos e pegamos um trem para Paris.

Ficamos na França três dias, dos quais dois foram na Disneyland e um de turismo pela cidade. Os parques da Disney são super parecidos com os de Orlando, porém um pouco menores e o castelo principal é da princesa Aurora, vulgo Bela Adormecida, ao contrário de Orlando que tem o castelo da Cinderela. Além de passar por importantes pontos turísticos de ônibus e dar uma paradinha de 4 horas no Museu do Louvre (acredite, seria necessário uns dois dias inteiros para conhecer todo o museu), o passeio seguiu com um passeio de barco pela Torre Eiffel. A arquitetura de Paris é incrível, mas eu particularmente prefiro a de Londres.

Voltando a Londres, e agora sem minha vó e com a minha irmã trabalhando, comecei a rota de passeios. Não é tão difícil quanto parece estar sozinha em um lugar totalmente diferente. Para começar, eu tinha Oyster (cartão de transporte que valia para ônibus, underground e overground) , o que facilitou a minha vida um monte. O essencial é saber voltar para casa, o resto é detalhe. Eu morei com minha irmã, meu cunhado e meus dois sobrinhos em Walthamstow Central, última estação da Victoria Line.  Normalmente os lugares que eu visitava, ficavam uma hora de casa. Pensando assim, parece muito, mas o tempo voa no metrô ou no ônibus. Resumindo, a rede de transporte em Londres é muito organizada, e fica mais fácil ainda com o uso de aplicativos, como Citymapper.

mapa-metro-londres
Mapa do Underground de Londres

A maioria dos museus de Londres são de graça e agradam todos os gostos. Eu particularmente amei o Imperial War Museum ou Museu da Guerra. Além de apresentar a história através de projeções, documentos oficiais, roupas da guerra, aviões e carros, o museu conta com uma  trincheira. Eu sei que normalmente os museus são chatinhos e cansativos, mas os que eu visitei foram super interativos.

Outro passeio que eu amei foi a Torre de Londres, segue o vídeo do canal do Projeto de Mãe:

Eu poderia ficar horas falando sobre os passeios, mas segue aqui os lugares que eu visitei e me lembro:

  1. Big Ben
  2. London Eye
  3. Sea World
  4. Disneyland Paris
  5. Torre Eiffel
  6. Catedral de Notre-Dame
  7. St Paul’s Cathedral
  8. London Bridge
  9. Picadilly Circus
  10. Convent Garden
  11. Winter Wonderland
  12. Green Park
  13. Camden Town
  14. Museum of Childhood
  15. Natural History Museum
  16. Hard Rock Cafe London
  17. British Museum
  18. National Gallery
  19. British Library
  20. Greenwich Park
  21. Lancer’s Square
  22. Oxford Circus
  23. Buckingham Palace
  24. St James Park
  25. Imperial War Museum
  26. Victoria Park
  27. Tate Modern
  28. Tate Britain
  29. Tower of London
  30. Westminster Abbey
  31. Plataforma de King Cross
  32. Trafalgar Square
  33. Abbey Road
  34. Museu do Louvre

No meio das multidões nas estações, nos museus, nas ruas, eu encontrei o que parece óbvio, mas nem todo mundo entende. Eu encontrei eu mesma. Sozinha? Sozinha no mundo, e isso que importa. “Abrir as asas” e voar me permitiram crescer como pessoa, ganhar maturidade, responsabilidade e principalmente independência. Pai e mãe, esse foi o melhor presente que vocês poderiam me dar. Um mundo inteirinho para descobrir. Quando se está longe, a saudade bate e ficamos divididos. Nesse tempo com minha irmã, entendi como é estar do outro lado da telinha do computador. O skype facilita, sem dúvidas, mas sabemos o valor de um abraço apertado. Contato em carne osso. O sentimento nu e cru. O que antes era a saudade de casa, agora ganhou dois sentidos. Dois lares tão distantes. Entre os encontros e partidas, a saudade aperta e grita lá no fundo. A prova desse sentimento são meus olhos cheios de lágrimas ao sentir o cheiro das minhas roupas ainda não lavadas de Londres, minha outra casa. É quando eu olho ao meu redor e sinto o vazio de ter dois lares. O coração nunca vai estar satisfeito sem estar em dois lugares ao mesmo tempo.

Cidade em tópicos, Just me, Londres

A cidade em tópicos – Parte VI

* A VIDA EM CASA DE ESTUDANTE/ DIVIDINDO CASA OU FLAT

A vida de estudante em Londres não deixa muitas alternativas em relação à moradia. Geralmente as agências oferecem duas opções: acomodação em casa de família ou em casa de estudante. A primeira, de modo geral, é mais cara. No entanto, o benefício é a convivência com pessoas que falam inglês o tempo todo. Assim, maiores as chances do intercambista desenvolver a fluência no idioma. Já a escolha por morar em uma “república” é mais em conta financeiramente. O risco é cair em um lugar só com brasileiros e falar português o dia inteiro.

Quando eu cheguei em Londres optei por um flat onde na época moravam 9 pessoas no total, inclusive comigo. Vou contar um pouquinho da acomodação lá (eu me mudei há uma semana para uma outra casa).

Com o pessoal do meu primeiro endereço em Londres

O “apartamento” possui 4 quartos (2 triplos, 1 duplo e 1 single), 1 banheiro grande, cozinha, quartinho do Harry Potter (espaço embaixo da escada usado como dispensa) e laje (isso mesmo, tipo uma sacada arcaica, o acesso era pela janela da escada dos quartos). A localização é regular (zona 3, perto da estação de Seven Sisters). A vantagem é que o flat fica numa rua principal onde passam ônibus para quase todas as regiões de Londres. No entanto, o fato de ser numa rua movimentada não é bom no que se refere ao barulho (de carros e nos fins de semana de gurizada pra lá e pra cá).

Minha casa atual

Acontece que agora troquei de endereço. Optei por uma casa, um lugar maior. São 5 quartos (4 duplos e 1 single) e 9 pessoas morando juntas no total. O local possui uma cozinha grande, 2 banheiros e um pátio nos fundos. Fica perto de Green Lane, da estação de Manor House (zona 2).

Mesmo tendo mudado há pouco tempo percebi que os problemas nas duas casas são os mesmos. Os principais são limpeza e noção de individual/coletivo. Regras simples como: usar – guardar, sujar – limpar são esquecidas e foco das principais discussões.

Cozinha da casa nova

Morar com outras pessoas implica aceitar diferenças, ter paciência e respeitar os outros. No entanto, no dia-a-dia essas coisas parecem se perder em diversas situações.

Desde que cheguei posso afirmar que já aprendi muito nesse sentido. Eu morava com duas amigas em Porto Alegre, mas a gente nunca teve nenhum tipo de problema, era a convivência perfeita. É claro, a gente escolheu dividir o mesmo espaço umas com as outras. Além disso, nos conhecemos desde pequenas e temos muitas coisas em comum.

Em Londres a gente mora com pessoas que nunca viu na vida antes. É muito complicado, principalmente se você tem que dividir quarto com alguém estranho. Logo que cheguei fiquei num dormitório triplo com a Paula, que viajou comigo, e uma outra mulher, totalmente diferente da gente e muito estranha. Tivemos problemas e a tal mulher foi embora do flat depois de mais ou menos um mês que a gente tinha chegado.

Mas resumindo a história: esses dias me dei conta de que a minha mala grande estava sem rodinhas. Eu só tinha usado a mala na viagem do Brasil para a Inglaterra, desde então ela estava em cima do meu armário. Ou seja, a mulher arrancou as rodinhas da minha mala antes de se mudar (o quarto ficava trancado, só nós 3 com a chave). Acredito que tenha sido por sacanagem mesmo. Um belo exemplo do tipo de coisa que pode acontecer quando se mora com pessoas diferentes.

A minha história não é nada perto do que já ouvi em Londres. Gente que até roubado foi dentro de casa. São situações complexas, porém, também não posso negar que dividir moradia em território estrangeiro têm as suas vantagens. Quando se está longe da família, os flatmates são a maior referência de segurança. Fiz amigos que quero levar comigo a vida toda…

Mas enfim… com tudo a gente aprende e cresce. Para finalizar deixo algumas dicas na hora de procurar um flat ou uma casa para dividir em Londres.

– Pesquise. Tenha calma e paciência. Procurar lugar para morar é um saco, mas é muito importante e vai fazer diferença depois.
– Preste atenção na localização e veja os meios de transporte disponíveis na região (ônibus, metrô, trem).
– Verifique os mercados próximos.
– Aluguel barato nem sempre significa economia. Verifique os gastos com transporte (o valor dos passes aumenta conforme a zona) e veja também se as contas estão incluídas no aluguel.

Veja também a parte I – Transporte.

Veja também a parte II – Alimentação.

Veja também a parte III – Clima.

Veja também a parte IV – Jornais e Revistas.

Veja também a parte V – As mídias brasileiras.

Brazilian News, Cidade em tópicos, Jornalismo, Londres

A cidade em tópicos – Parte V

* AS MÍDIAS BRASILEIRAS

Nunca imaginei que iria encontrar tantos veículos de comunicação brasileiros em Londres. São revistas e jornais para todos os gostos (e todos de graça!). Abaixo algumas observações dos que já tive contato (existe também a revista Verbo, mas ainda não li nenhuma edição para analisar).

Brazilian News: Jornal semanal com uma média de 36 páginas por edição. Páginas coloridas e preto e branco. Diagramação discreta com bastante fotos, a maioria de divulgação.
É o jornal no qual eu trabalho. Sou a responsável pela editoria de cultura. A publicação abrange todos os assuntos, desde política até esportes.
O Brazilian News é feito por colaboradores e distribuído em pontos “brasileiros” de Londres, como cafés, money tranfers e agências de intercâmbio como a LondonHelp4U.


Leros: Revista mensal totalmente colorida com aproximadamente 140 páginas. É mais uma publicação de classificados (catálogo de anúncios) do que de notícias. As notas e matérias abordam assuntos diversos, mas são basicamente releases e tópicos tirados da internet. A diagramação não é muito clean e abusa do negrito (parágrafos inteiros, o que não favorece a leitura).

Revista da Record: Publicação bimestral com uma média de 50 páginas, todas coloridas. É uma extensão da TV Record em forma de revista. Aborda os atores, apresentadores e os programas da emissora. Diagramação bonita, limpa. Conteúdo não muito interessante.

Jungle Drums: Revista mensal especializada em cultura. Aborda tópicos relacionados ao contexto brasileiro e da América Latina. Possui textos em português e em inglês (estilo revista de avião). Diagramação e recursos visuais bem utilizados, projeto gráfico excelente. O conteúdo também não deixa a desejar. Na minha opinião é a melhor opção entre as revistas.

Veja também a parte I – Transporte.

Veja também a parte II – Alimentação.

Veja também a parte III – Clima.

Veja também a parte IV – Jornais e Revistas.

Veja também a parte VI – A vida em casa de estudante/ dividindo casa ou flat.

Cidade em tópicos, Jornalismo, Londres

A cidade em tópicos – Parte IV

* JORNAIS E REVISTAS

A variedade de jornais e revistas em Londres é impressionante. Curioso também é que boa parte é distribuída de graça nas ruas e nas estações de metrô e de trem. Além disso, os jornais que são pagos custam cerca de 25 pences, o que não chega a 1 real com a cotação atual.
Outro detalhe interessante é que a população tem um hábito de leitura muito forte. Principalmente quando começa a circular o Metro e o London Evening Standard, respectivamente no início da manhã e no fim da tarde, esta característica fica evidente. Cada um pega o seu jornal e aproveita o tempo no transporte público para ficar atualizado sobre o que acontece na Inglaterra e no mundo.
Muitas revistas também são gratuitas. Geralmente elas são segmentadas, por exemplo: de esportes, moda, voltada para o público feminino ou masculino.
Por último, vale destacar o sistema de “leia e passe adiante” (projeto que a Fac. de Comunicação Social da PUCRS tentou organizar, mas que não funcionou). Cada um lê a publicação escolhida e quando vai embora do metrô ou do trem a deixa no banco. Assim, outro passageiro pode aproveitar e dar uma olhadinha também 😉

Veja também a parte I – Transporte.

Veja também a parte II – Alimentação.

Veja também a parte III – Clima.

Veja também a parte V – As mídias brasileiras.

Veja também a parte VI – A vida em casa de estudante/ dividindo casa ou flat.

Cidade em tópicos, Londres

A cidade em tópicos – Parte III

* CLIMA

No que se refere ao clima, a cidade de Londres é uma caixinha de surpresas. Você acorda e vê um sol lindo. Até se arrumar e sair de casa já pode estar chovendo. Sempre assim… tempo totalmente maluco.
Porém, o mais irritante de fato é a chuva. Praticamente todo dia chove. E é aquela garoa chatinha, só para incomodar.
Entretanto, a mudança de estação agora está sendo animadora. Passamos para a primavera e os dias já estão melhores, mais ensolarados. O horário de verão (a diferença em relação ao Brasil passou de 3 para 4 horas) também favorece. Escurece por volta das 8 da noite e assim dá para aproveitar melhor a tarde.

Finsbury Park, primavera

Veja também a parte I – Transporte.

Veja também a parte II – Alimentação.

Veja também a parte IV – Jornais e revistas.

Veja também a parte V – As mídias brasileiras.

Veja também a parte VI – A vida em casa de estudante/ dividindo casa ou flat.

Cidade em tópicos, Londres

A cidade em tópicos – Parte II

* ALIMENTAÇÃO

Em Londres você encontra restaurantes de todos os cantos do mundo. Comida chinesa, francesa, italiana e, claro, brasileira. Vou ter que usar todo meu tempo aqui para provar um pouquinho de cada coisa sem explodir.
Mas, de modo geral, a alimentação é bem apimentada. Desde os congelados básicos, como pizzas e lasanhas, até os petiscos nos pubs.
Algo que me deixa impressionada é que os restaurantes de fast food estão por todos os lados! Sim, em cada quarteirão da cidade existe pelo menos um pub (aqui se chuta e vê 30, mas comento isso em outro tópico) e um McDonald’s, Burger King, KFC (lanchonete de frango frito), etc.
É curioso também observar os preços. É muito mais barato almoçar fast food do que comida, por exemplo. Assim, diante das alternativas e para economizar acabo comendo em casa mesmo.
Os grandes supermercados oferecem bons preços e muitas ofertas. Várias marcas brasileiras podem ser encontradas em Londres, o que facilita um pouco na hora de comprar. Mesmo assim é necessário ter cuidado! Semana passada escolhi um creme de leite da Nestlé e me decepcionei. Na hora de usar logo deu para ver que ele era muito diferente do que eu estava acostumada no Brasil. Meio aguado, não deu ponto na cobertura do bolo que estava fazendo.
Outra observação é que o povo aqui adora enlatados. A variedade começa nas tradicionais ervilhas e vai até o feijão. No início eu achava meio nojento, mas acabei experimentando o feijão e gostei. Nada que um temperinho não resolva. Dá até pra enganar a saudade da comida da mamãe e da vovó. =)

Self service de sushi em Piccadilly Circus
Risoto em casa =))

Veja também a parte I – Transporte.

Veja também a parte III – Clima.

Veja também a parte IV – Jornais e revistas.

Veja também a parte V – As mídias brasileiras.

Veja também a parte VI – A vida em casa de estudante/ dividindo casa ou flat.

Cidade em tópicos, Londres

A cidade em tópicos – Parte I

* TRANSPORTE

O transporte público é muito eficiente em Londres. Tanto as linhas de ônibus quanto as de metrô funcionam bem e são extremamente pontuais e organizadas. Ter um carro aqui é muito caro, conforme os próprios londrinos ressaltam. São altas as taxas para estacionar e, inclusive, para transitar em determinadas áreas da capital. Assim, uma parte considerável da população opta pelo transporte coletivo, o que é positivo no que se refere à mobilidade e também ao meio ambiente.

Os tradicionais ônibus londrinos

Veja também a parte II – Alimentação.

Veja também a parte III – Clima.

Veja também a parte IV – Jornais e revistas.

Veja também a parte V – As mídias brasileiras.

Veja também a parte VI – A vida em casa de estudante/ dividindo casa ou flat.