Família, Londres, Maldades, Mundo jornalístico, Sem-categoria

Ataque do Coração

Protestamos, mesmo que internamente. No fundo, todos querem um mundo melhor. Afinal, o que estamos fazendo de fato para ter esse mundo utópico? As manifestações que estão ocorrendo em meio aos caos do Brasil demonstram quem somos. Somos as pessoas que vão em frente por grandes causas ou apenas assistimos pela televisão o que está acontecendo atualmente?

A liberdade de expressão que conquistamos depois do processo de ditadura militar serviu para colocarmos o conceito de democracia em evidência. Temos o direito e o dever de nos unir contra quem não acredita que temos o poder de transformar o meio em que vivemos. Certa vez, uma professora  falou que jamais vamos mudar o mundo sozinhos, e essa frase, por mais que tivesse atingido o meu espírito revolucionário e infantil que achar que tudo pode se resolver com amor, serviu para mostrar que preciso de apoio.

Os ataques terroristas que ocorreram ontem (3 de junho de 2017) e não somente nessa data, mas cito em especial essa, justamente pelo meu coração ter parado com as notícias. Naquele momento, pessoas inocentes que estavam apenas seguindo seus respectivos rumos, foram mortas, é indescritível a repercussão. No entanto, no meio da tragédia, sempre existe a solidariedade com gestos simples. O show beneficente que ocorre hoje em Manchester, e também a visita da Rainha Elizabeth no hospital em Londres, nos demonstra força, e é disso que precisamos. Unir as mentes e seguir em frente, porque o mundo pode ser muito bonito, mas em suas entranhas, existe uma névoa sombria esperando a próxima vítima. Violência é o cúmulo, destrói tudo o que um dia conquistamos. Violência corrompe, mata. Violência provoca ataques cardíacos com as notícias. Podia ser na minha família ou com os meus amigos, e por isso, preciso de apoio para não deixar o mundo cair no precipício.

Londres (424)

Anúncios
Maldades, Observações

A velha maldita do calcanhar para fora do tamanco

Certas coisas fazemos por um compromisso oculto. Para mim, visitar minha avó paterna é uma dessas atividades. Não que eu não goste dela. Porém, tenho que estar de bom-humor para ouvir suas reclamações. São poucos os dias em que ela faz comentários agradáveis e positivos.
Hoje encarei o desafio e fui até a casa da vó. Ela estava no jardim com uma amiga. Estacionei a bicicleta, dei um beijo em sua face e sentei. Depois de uns 30 segundos após a minha chegada a senhora que estava lá resolveu abrir a boca: “Tu estás mais gorda. A Fernanda também blá blá blá”. COMO ASSIM? Gorda? Mais gorda?
Sei que não estou na melhor forma física. Nunca fiz o tipo magricela e os quilinhos a mais me incomodam. No entanto, ouvir isso assim de alguém que deve ter me visto no máximo 3 vezes na vida é um absurdo. Não faço idéia de quem seja a Fernanda que ela se referia. Coitada, foi ofendida por tabela.
As velhas (geralmente uso o termo velhinhas, mas hoje estou com raiva delas) adoram falar o que pensam sem se importar com os sentimentos alheios. Tais opiniões com freqüência são sobre a aparência das pessoas. Fico muito aborrecida com fatos do gênero.
Realmente seria melhor não ter ido ver a minha avó hoje ou naquele horário. Eu estava de bom-humor, contudo passou. Meu consolo foi observar a maldita indo embora. Ela devia ter um metro e sessenta de altura e pesar uns 80 quilos, o suficiente para não opinar sobre o corpo dos outros. Com os cabelos bagunçados e volumosos, ela atravessou o portão. Foi então que vi seu modo de andar. Seu calcanhar ficava para fora do tamanquinho bege. Era uma aberração. Também sei ser cruel. Velha cretina.