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Uso de drogas é responsável por alto índice de casos de AIDS

Esta semana fui em uma coletiva do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, SIMERS. O assunto era a AIDS no RS. Tive acesso a números que me deixaram apavorada. Segue um dos dois boletins que fiz sobre o assunto para a Radioweb. Abaixo está o texto da matéria.

Clique AQUI para ouvir o boletim.

O Rio Grande do Sul é campeão no número de incidência de casos de AIDS notificados no país. Relatório do Ministério da Saúde referente a 2007 indica 43 vírgula 8 casos a cada 100 mil habitantes. Segundo Gerson Fernando, médico chefe da vigilância epidemiológica nacional, o uso de drogas é responsável pelos altos índices no estado.

Gerson enfatiza que o grupo considerado de risco é composto por usuários de drogas, homens que transam com homens e profissionais do sexo. Porto Alegre também lidera a lista das capitais com mais incidências de casos de AIDS notificados. O número chega a 111 vírgula 5 casos por cem mil habitantes. O segundo colocado é Florianópolis, com 57 vírgula 4 casos, o que representa quase a metade da Capital gaúcha. Além disso, entre as 20 cidades brasileiras com mais de 50 mil habitantes e maior taxa de incidência de AIDS, 15 são gaúchas.

Agência Radioweb, de Porto Alegre, Ananda Etges.

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AMO!, Eu por eu mesma

Canção de despedida

Hora de começar a organizar a vida de formada. Desde que eu me entendo por gente lembro que sempre quis ir para o exterior. Se não fosse meu pai segurar as rédeas eu já tinha inventado mil viagens.
Quando comecei a faculdade a vontade acabou esquecida pelas novidades. Colegas, profissão, técnicas,… o jornalismo começou a sugar a minha energia de uma forma que não tinha mais espaço para qualquer outro pensamento.
Agora estou praticamente formada e sinto que o momento de ir embora chegou. Saí de casa com 16 anos para morar em Porto Alegre, já trabalhei pra caramba dentro da minha área (levando em consideração que nem tenho diploma ainda), tive boas experiências. Tudo isso fez com que eu pudesse amadurecer e hoje afirmar cheia de convicção: chegou a hora.
Já fico com o coração apertado só de pensar nas pessoas que vou deixar aqui. Não sei como ficar por tempo indeterminado sem ver meus pais, meus pequeninos irmãos, a Preta, meus avós, a Laura, a Camila, amigos, nossa… a lista é grande. A saudade vai ser um dos sentimentos mais forte durante o período que vou morar fora.
Como acordar sem ver no chão da cozinha as gotas de café derramadas pela Camila? Como não precisar me arrumar pé por pé para não acordar a Laura? Como não ter a Famecos para ir todos os dias? Como não ter a Lancheria do Parque na busca por um encontro inusitado? Como não ter a Redenção para me jogar na grama num domingo preguiçoso de sol? Como não ter Venâncio para me refugiar nos fins de semana? Como não ter a casa da Édina para ficar horas e horas jogando conversa fora? Como não ter o Muca e a Grê para jantar nos domingos de noite? Como não ver o Arthurzinho para iluminar a minha vida? Como não caminhar pelas ruas irregulares da Rua da Praia respirando Porto Alegre?
E ele… Sempre ele… Como não estar aqui para continuar a nossa eterna história sem fim?
Tenho duas certezas. A primeira é que vou ter que me preparar muito bem nos dois meses que faltam para o embarque. Mentalizar o novo e me desligar das minhas raízes.
A segunda certeza é de que a nossa história está bem longe de ter um fim. O que vejo agora é uma continuação num cenário diferente. É bebê… Deve ser coisa do destino mesmo. Because maybe you’re gonna be the one that saves me. And after all, you’re my wonderwall. (Oasis)



AMO!, Eu por eu mesma, Jornalismo, Monografia

Já era!

Depois de…

101 dias de pensamento na mono

150 horas sentada no cantinho maldito do sofá com o note no colo

29 livros/mestrados/doutorados lidos

78 páginas de trabalho

21.343 palavras

114.809 caracteres sem espaço

135.206 caracteres com espaço

3.464 linhas

37 surtos psicóticos

2 quilos

42 ligações de “eu odeio a ABNT”

29 ligações de “eu vou me matar”

1 pen drive quebrado e colado com durex

1 tombo do computador

770 folhas de ofício gastas com correções e impressões finais

50 reais em impressões, capas especiais e encadernações

 

EU TERMINEI A MONOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!! =)))))

Eu sabia que existia vida após a mono, mas não imaginava que seria tão maravilhosa!!!!!

 

Jornalismo, Matéria, Mundo jornalístico, Radioweb

Carma

A primeira pauta não podia ser de outra editoria: polícia.
Brincando de ser repórter! Na Radioweb.
#feliz

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Eu por eu mesma, Just me, Observações, Record

Deu. E doeu.

Entrei na redação assustada. Olhei para os lados e no fundo, próximo da porta de vidro do estúdio, encontrei um rostinho conhecido. Era a dona Sheron. Fiquei aliviada, segura. Conversamos um pouco e segui para a entrevista.
Algumas palavras. Tudo rápido e direto. E a vaga era minha.
Pulava de alegria pelo estacionamento do Centro Clínico da PUCRS quando recebi a notícia. Liguei para o meu pai. Foi o primeiro a saber. Ele que sempre me incentivou. Tão preocupado com a sua filhota… Feliz com a conquista.
Depois disquei para o Alessandro. Apesar da gente ter acabado, ele merecia saber da novidade. Sempre acreditou no meu trabalho. Meus olhos encheram de lágrimas quando nos falamos…
Documentos encaminhados e já comecei a correria.
Os primeiros dias foram assustadores. O que era aquele ENPS? Fora de sério… E o TP então? Totalmente estranho para mim. E eu só pensava… se errar eu vou derrubar os apresentadores ao vivo. Ficava em pânico.
O tempo passou e comecei a entrar no ritmo. Tanto que hoje é difícil de desacelerar. Factuais? Rondas? Giroflex? Denúncia? Elemento? Tráfico? ÓH CÉUS! Vou sentir falta… Por incrível que pareça…
Porém, o que vai deixar mais saudade são as pessoas maravilhosas que conheci. Aprendi muito com meus colegas… André, Simone, Kellen, Aline R., Aline D., Verinha (!), Farid, Mota, Sheron (já citada), Macedo, Giva, Virgílio, Leandro, Maiko, Émerson, Roger, Papa, Sandra, Vânia, Matheus, Tici, Jairo, Marquinhos, Dudu, Will, Paulo, Derli, Casagrande, Doroche, Marlon, Espicho, Ricardinho, Aline G., Nei, Marcelo Costa, Adri, Zé, meninos do switcher, nossa… tanta gente que devo estar esquecendo de alguém!
Tenho que citar também a Cínthia e o Wagner, sempre colegas… Sempre comigo…

E ele… o que me levou para a pauta mais punk, que passou no meu aniversário sem nem me conhecer ainda, que começou como meu conselheiro amoroso, que sentou perto do telefone no Santíssimo, que ficou me devendo uma avenca, uma patinação no gelo e um passeio no MARGS (mesmo que a exposição já tenho acabado). Ele que deixava meu rosto rosado, minhas mãos suadas, meu estômago embrulhado de nervosismo. Ele…

Bom… Era isso, pessoal. Obrigada por tudo. Pelo carinho, pelos ensinamentos. Vou levar todos do canal 2 sempre comigo!

“Para que explicações? Esqueçamos as coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus”. (Rubem Braga, 1957)