AMO!, Bobagens

Por aí

Minha vida está de pernas pro ar. Não que eu não goste, pelo contrário, eu adoro!
Planos, planos e mais planos transbordam da mala que está debaixo da escada. Cada coisinha que lembro é jogada lá. Tantos detalhes de uma vida dividida entre casas que moro/morei.
Costumo deixar pedaços de mim por aí. Soltos. Esquecidos de propósito. Assim, evito que as pessoas me esqueçam, pelo menos tento adiar o esquecimento.
Na Édina tenho uma toalha. Na Camila e na Laura uma dúzia de caixas. Na vó Ica roupas que estavam com a costureira. Nos meus pais outra pilha de coisas. No Fi estou de mala e cuia.
Fico no meu primo por mais uns dias, até uma semana antes de viajar, mais ou menos.
É algo diferente, daquele tipo: “Meu Deus, eu tô morando com um menino!”
A gente se dá bem. O Fi cuida de mim, é aquele tipo irmão mais velho. Porém, sinto falta das gurias.
Se estou com saudade agora (3 noites longe, sendo que nos vimos em um dos dias, fomos no cinema juntas) imagina em Londres… O vazio deixado vai ser imenso.
Mas enquanto estou aqui só posso pensar em coisa boa… E trabalhar, pois isto me deixa mais viva e cheia de energia, a cada dia!
Buenas, estes são os sentimentos que fazem parte de mim agora 😉
Mas em 20 minutos, tudo pode mudar – como diriam na Band News 🙂

Ansiosa…

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AMO!

Pro meu pai, minha mãe,…

Aiiii! Amanhã minha turma vai tirar as fotos para o convite da formatura. Todos de toga, bonitinhos! QUE NERVOSO!
Porém, o que me deixa mais agoniada é o depoimento de 20 segundos que temos que gravar. Agradecimentos. Oi?! Só 20 segundos para agradecimentos?! Como assim????
Minha listinha é grande… e de gente importante. Vou ter que jogar todos os nomes de maneira frenética para não deixar ninguém para trás.

Pai… o mais coruja que alguém podia ter. O que me disse para não fazer jornalismo e que agora se derrete todo com uma boa pauta.
Mãe… a que amenizou as dificuldades, acalmou o pai nervoso com a bebê grande da casa morando longe.
Caio e Rafa… os pequenos que me deram energia e me encheram de saudade.
Vô Adão e Vó Ica… sempre preocupados!
Vó Tila… sempre cobrando visitas da neta furacão.
Kitty e tio Adonis… os que me deram um primeiro lar na “cidade grande” e sempre me incentivaram.
Tia Bi… me deu o melhor presente que podia receber, o pequeno Arthur, meu afilhado. Manteve-me calma com nossos almoços e passeios no centro. Manteve-me no chão, sempre.
Primo Fi e Yke… os que me carregam pra cima e pra baixo, que atendem minhas ligações nervosas quando fico doente, que acalmam minha alma só por saber que eles estão por perto.
Camila e Laura Simon… são as que aguentam os meus “tiu-ti” com a mono e que me deram um novo sentido de família, um novo lar.
Laura Weirich… mesmo com suas dúvidas e problemas sempre aturou a minha agonia e atendeu minhas ligações cheias de lágrimas e resmungos.
Édina… mesmo de longe sempre me amou. Isso basta. Também te amo!
Chemale… fez com que eu amasse ainda mais a minha profissão (acabei o amando também, mas enfim… acontece).
Olegário, Ticiano, Marquinhos… escola de jornalismo, 24 hrs por dia.
Mércio… atura as crises e me faz crescer com elas.
Pase… muito mais do que um professor, um amigo para a vida.
Marcelo… meu fisioterapeuta. Sem ele, a mono não iria acontecer, de jeito nenhum!

Sinceramente, 20 segundos não são nada!!!
Já que vai faltar tempo para agradecer o povo aí de cima no depoimento, deixo meu recado por aqui!
VOCÊS NÃO SABEM O QUANTO SÃO IMPORTANTES!

Eu por eu mesma

Explicações

“Você é intensa, mas sua intensidade não costura para fora. Eu sou intenso, mas minha intensidade costura para fora antes mesmo de comprar os tecidos. Sei que não entendo nem metade do que já sentiu por mim. Por absoluta ausência de comunicação. Sei que não entende nem metade do que sinto por você. Por absoluta ausência de paciência. Eu preciso ouvir, você não precisa falar, nos amamos desinformados.

Maldita chuva que começou. Os relâmpagos são gravatas azuis em terno escuro. A sobriedade das sobras. A chuva sempre está vestida para velório. A chuva lava bagunçando. Deixa tudo mais sujo. Muito mais verdadeiro.”

Carpinejar

Eu por eu mesma

Tarde

Ela bateu a porta do carro e não quis olhar para trás. Abraçou a bolsa com toda força que restava. Queria esmagar os sonhos guardados ali dentro. Queria que eles se dissolvessem com seu amor e seu ódio.
Ele ficou parado por alguns segundos com os olhos úmidos de culpa. Olhou para ela pelo espelho. Percebeu seus passos apressados e imaginou que ela finalmente iria chorar, pois havia se segurado durante toda conversa dos dois. Estava enganado.
Ela não deixou nenhuma lágrima insistente cair. Atravessou a rua se equilibrando entre o movimento. Trabalhou como se nada tivesse acontecido.
Ele foi para o seu trabalho perdido no tempo. Levou o papel que ela pediu e entregou como solicitado. Carregou a folha como se segurasse o que restou dela por entre os dedos de unhas roídas.
Ela deixou o trabalho de cabeça baixa. Teve que abrir a bolsa para pegar a carteira. Ficou nervosa. Os sonhos estavam livres, escaparam. Não tinham sido esmagados e flutuaram. O choro chegou. E ela teve que partir. Mas desta vez, foi embora sem limpar as lágrimas. Não tinha mais vergonha de sofrer, pois agora seria pela última vez. Era o que esperava, de coração.

Coisas que me incomodam, Eu por eu mesma, Just me, Observações

Querendo saudade

Até que ponto o amor se salva em uma relação? O amor-próprio ajuda ou atrapalha? Onde entra o orgulho? Até onde a gente deve se permitir?
Cheia de dúvidas e sentimentos contraditórios. Com medo de agir e me arrepender depois. Com medo de esperar e terminar frustrada.
Nada como uma semana longe. Que o tempo indique o caminho. E acalme o meu coração que tá cansado…

Bobagens, Coisas que me incomodam, Eu por eu mesma, Observações

Só um pouquinho de cor de rosa

Não tenho opinião formada sobre o Dia dos Namorados. Por vezes considero o mais cafona possível. Fico irritada com os corações nas lojas, nos ônibus, nas propagandas de TV. Terrivelmente aborrecida com a invasão de casais felizes nas ruas. Até no supermercado eles encontram motivos para cenas românticas: “Amor, o creme dental!”, “OH! É por isso que eu te amo”. Beijo apaixonado. Game over.
Por outro lado sinto um clima ameno. As músicas bregas tocam no rádio sem medo de uma cara desconfiada. E a espera por uma mensagem, uma flor, um mimo ou carinho (OU TUDO ISSO!) é empolgante.
Hoje fiquei dividida entre minhas considerações. Comecei a me vestir e optei pelo preto. Blusa e casaco. Olhei no espelho e me achei sem graça. Meio destruidora da alegria alheia. Meio amargurada. Meio de luto.
Pensei. Dei uma volta pela casa. Olhei de novo para o espelho. Tá, ok. Eu me rendo. Coloquei uma manta cor de rosa no pescoço. Rosa pink. Afinal, as coisas não estão tão negras assim para mim.

Eu por eu mesma, Just me, Observações, Saudades de Venâncio

Sim. Eu estou.

Com dúvidas.
Com medo.
Com frio.
Venta. E como venta.
Com saudade de casa.
Da Rafa.
Da Preta.
Do povo.
Do afilhado.
Da lista toda de Venâncio.
De Venâncio.
Do cheiro de Venâncio.
Com vontade de dançar.
De dançar muito.
De dançar muito com as gurias.
Putz. As gurias.
Com uma pilha de coisas.
As malditas coisas “por fazer”.
Com uma vontade tremenda de mudar de casa.
De ter A MINHA casa.
De ter o meu silêncio.
De fazer o meu barulho.
Sem ninguém ouvir.
Com o frio na barriga.
Com as bochechas rosadas.
Com as mãos suadas.
Com os três itens acima juntos.
Sim. Eu estou.
Apaixonada.
Querendo mais.
Querendo além.
Querendo você.
Sim. Eu estou.
É definitivo.
Que seja eterno enquanto dure.

Amém.