Eu por eu mesma, Just me, Lições, Londres

Bad day(s)

* Obs.: o vídeo está mandando pro YouTube… Não descobri a razão e não consegui arrumar =/
Cause you had a bad day
You’re taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don’t know
You tell me don’t lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don’t lie
You’re coming back down and you really don’t mind
You had a bad day
You had a bad day

(Daniel Powter)

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Eu por eu mesma

Equacionando

Tudo começa com saudade.
Termina do mesmo jeito.
Nem que seja para dizer o que não se sente.
Mas tudo se resume assim. Com poucas palavras. Que soam tolas. Soam distantes. Ao mesmo tempo tão fortes.
As referências mudam. Tudo se confunde.
Como a gente diz aqui, quando se está longe de casa as emoções são multiplicadas… cinco, seis vezes. E o que acontece quando trata-se de alguém ao cubo? A matemática complica e o único resultado explicável aperta no coração.
Aperta.
Aperta.
Dói.

* De acordo com o site Wikipédia: As equações normalmente propõem um problema sobre sua validade. Grosseiramente falando, uma equação é composta por incógnitas e coeficientes. Os coeficientes são entidades matemáticas conhecidas. Resolver a equação, ou seja, o problema por ela proposto, consiste em determinar quais são os elementos de um determinado conjunto: (o das possíveis soluções) que tornam a equação verdadeira.

Minha equação anda cheia de incógnitas…

Eu por eu mesma, Just me

Culpa da idade

Antigamente (já comecei a falar/escrever/agir como uma velha) eu gostava de fazer aniversário. Ficava ansiosa, feliz, nervosa. Organizava festas e mais festas. Muitos eventos.
Este ano a situação mudou. Estou borocoxo. Nostálgica.
Não quero entender os motivos, pois diante do sentimentalismo que ando… lágrimas iriam rolar. Prefiro aceitar que seja culpa da idade. Uma idosa… eu. Lembrei de Nando Reis (ah, Nando Reis, sempre ele).

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar (3x)

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho

Eu por eu mesma, Família, Just me, Lições, Observações, Saudades de Venâncio

Previsão do tempo

Hoje acordei com todas as saudades latentes. Uma dor apertada, sofrida de sentir. Quis chorar, mas as lágrimas estavam presas. Não fizeram a gentileza de sair e me aliviar. Não sei o que me faria sentir melhor. Na verdade eu sei. Mas não quero aceitar que estou fracassando no meu plano perfeito. Queria a Carol aqui para me xingar um pouco. Praga que se mandou para o Canadá. E me deixou aqui… Cheia de perguntas. A Carol sempre tinha respostas para esses dias assim, de sol e vento. Não gosto de dias assim. O sol tenta aquecer, porém o vento insiste em atrapalhar o calor que quer penetrar na pele. O vento que bagunça tudo. Tá aí, é culpa do vento. Ele que misturou os meus sentimentos e trouxe de volta o que tinha guardado no fundo do meu coração. Quero a sobriedade do sol sem vento de novo. E não ter mais essas variações climáticas na alma. Porque ainda dói.

Eu por eu mesma, Poesia

Pés gelados, coração quente

Os casacos já foram retirados da parte alta do armário. O cobertor está nos pés da cama, para qualquer emergência. Uma manta no cantinho do sofá. Sintomas da chegada do inverno.
Gosto de sentir o primeiro frio do ano. Ele enche de charme as tardes de sol. Preenche as noites geladas com o seu silêncio.
Melhor ainda chegar nessa estação com o coração aquecido. Ou pelo menos com a expectativa de uma temporada cheia de descobertas e novos sentimentos.

Desejos

Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu

Carlos Drummond de Andrade