Contos e alguns fragmentos

As moedas esquecidas

Ele sentou na cama e olhou para ela ali deitada. Vestiu-se de saudade e foi até a sala. Pegou a chave do carro e olhou impaciente para as paredes brancas. Já era hora de ir embora de novo. Talvez daqui um mês voltasse. Poderia dizer que sentiu saudade. Poderia dizer muitas outras coisas tolas. Ela acreditaria. Como acreditou nesta última vez. Ela deu um abraço apertado, coisa de quem não quer deixar o outro partir. Quando seus corpos separaram-se ela sorriu e ele foi. Ela voltou para o quarto na busca do cheiro perdido. Notou três moedas esquecidas em cima de um livro, ao lado da cama. Canalha, do Carpinejar. Fechou a porta do quarto e só conseguiu entrar ali de novo depois de dois dias. Mas levou os trocados na bolsa. Comprou um sorvete na Jóia e usou as moedas perdidas no pagamento. Escolheu os sabores de limão e chocolate branco. Contraste. Assim como eles.

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Coisas que me incomodam, Eu por eu mesma, Just me, Observações

Querendo saudade

Até que ponto o amor se salva em uma relação? O amor-próprio ajuda ou atrapalha? Onde entra o orgulho? Até onde a gente deve se permitir?
Cheia de dúvidas e sentimentos contraditórios. Com medo de agir e me arrepender depois. Com medo de esperar e terminar frustrada.
Nada como uma semana longe. Que o tempo indique o caminho. E acalme o meu coração que tá cansado…