Grávida

Projeto novo

É o projeto de mãe, meu novo blog. Todos estão convidados para conhecer e comentar 🙂

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AMO!, Eu por eu mesma, Família

Relicário

2010 foi um ano de mudanças. Comecei como repórter da Radioweb e trabalhando muito. Verão, calor, coletivas, Yeda, Palácio, Assembleia, deputados, polícia. Uma mistura diferente e que me conquistou.
Depois foi a vez de embarcar para Londres e ser seduzida pela cultura inglesa. Passei 7 maravilhosos meses na terra da Rainha. Conheci também Paris, Lisboa, Madri, Roma e Amsterdã. Viagens incríveis e cheias de descobertas.
Voltei para o Brasil cheia de saudade, mas trouxe um pedacinho dos bons momentos londrinos para casa, o Fábio. Além dele, veio um bônus muito especial: o bebê.
Agora somos um casal que aguarda ansiosamente o nascimento do Vítor, em abril. Vivemos entre consultas médicas, exames, cuidados, planos, sonhos. Olhamos para as roupas pequeninas e imaginamos o nosso nenenzinho usando cada uma delas. Sentimos cada chute com uma euforia digna de pais de primeira viagem.
E é assim que recebemos 2011: com nervosismo, excitação e muita expectativa. Amém!

Eu por eu mesma, Just me, Observações, Record

Deu. E doeu.

Entrei na redação assustada. Olhei para os lados e no fundo, próximo da porta de vidro do estúdio, encontrei um rostinho conhecido. Era a dona Sheron. Fiquei aliviada, segura. Conversamos um pouco e segui para a entrevista.
Algumas palavras. Tudo rápido e direto. E a vaga era minha.
Pulava de alegria pelo estacionamento do Centro Clínico da PUCRS quando recebi a notícia. Liguei para o meu pai. Foi o primeiro a saber. Ele que sempre me incentivou. Tão preocupado com a sua filhota… Feliz com a conquista.
Depois disquei para o Alessandro. Apesar da gente ter acabado, ele merecia saber da novidade. Sempre acreditou no meu trabalho. Meus olhos encheram de lágrimas quando nos falamos…
Documentos encaminhados e já comecei a correria.
Os primeiros dias foram assustadores. O que era aquele ENPS? Fora de sério… E o TP então? Totalmente estranho para mim. E eu só pensava… se errar eu vou derrubar os apresentadores ao vivo. Ficava em pânico.
O tempo passou e comecei a entrar no ritmo. Tanto que hoje é difícil de desacelerar. Factuais? Rondas? Giroflex? Denúncia? Elemento? Tráfico? ÓH CÉUS! Vou sentir falta… Por incrível que pareça…
Porém, o que vai deixar mais saudade são as pessoas maravilhosas que conheci. Aprendi muito com meus colegas… André, Simone, Kellen, Aline R., Aline D., Verinha (!), Farid, Mota, Sheron (já citada), Macedo, Giva, Virgílio, Leandro, Maiko, Émerson, Roger, Papa, Sandra, Vânia, Matheus, Tici, Jairo, Marquinhos, Dudu, Will, Paulo, Derli, Casagrande, Doroche, Marlon, Espicho, Ricardinho, Aline G., Nei, Marcelo Costa, Adri, Zé, meninos do switcher, nossa… tanta gente que devo estar esquecendo de alguém!
Tenho que citar também a Cínthia e o Wagner, sempre colegas… Sempre comigo…

E ele… o que me levou para a pauta mais punk, que passou no meu aniversário sem nem me conhecer ainda, que começou como meu conselheiro amoroso, que sentou perto do telefone no Santíssimo, que ficou me devendo uma avenca, uma patinação no gelo e um passeio no MARGS (mesmo que a exposição já tenho acabado). Ele que deixava meu rosto rosado, minhas mãos suadas, meu estômago embrulhado de nervosismo. Ele…

Bom… Era isso, pessoal. Obrigada por tudo. Pelo carinho, pelos ensinamentos. Vou levar todos do canal 2 sempre comigo!

“Para que explicações? Esqueçamos as coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus”. (Rubem Braga, 1957)

AMO!, Eu por eu mesma

(re)descobrindo

Consegui uma façanha incrível. Fiz 20 anos entrarem em um quartinho dois por dois. Foi difícil, mas nada que um empurra aqui, aperta ali não resolvesse.
Sinto como se tivesse voltado para a convivência com humanos. Retornei de um exílio solitário. Os objetos mudam de lugar. As louças ficam sujas. É fantástico saber que não sou o único ser que vive no apartamento 102.
O chuveiro não é tão quentinho. Aprendi a tomar banho morno. Não morri por isso.
O espaço é menor. Aprendi a administrar o quarto compacto. Não morri por isso.
O ar condicionado não me pertence mais. Aprendi a me esquentar sem ele. E vejam só: não morri por isso.
E assim a vida segue. Feliz de ter com quem contar. Nesse momento me sinto um pouquinho mais dona do meu nariz. Mesmo sem muita explicação. Porém, cheia de convicção.

AMO!, Eu por eu mesma

Agora fui

Hoje comecei a colocar a minha vida em caixas. A tão esperada mudança está acontecendo. Depois de um mês desesperada sem saber para onde ir encontrei um novo lar.
Já estava mais do que na hora de dar outro rumo para a minha vida. A solidão não me bastava mais. Quero gente. Quero companhia. Agora vou ter.
Revirar as minhas bagunças trouxe lembranças dos três anos e meio que morei na Lageado. Foram muitas noites jogando conversa fora com as gurias (minhas sempre visitantes), inúmeros negrinhos, horas de maratonas de Friends, faxinas embaladas por funk e crises. Sim, as crises foram muitas nesse período. Dúvidas, angústia, medo.
Cresci demais com a experiência de morar sozinha. Apenas 17 anos e um apartamento de dois quartos preenchido com meus sonhos, alguns móveis e objetos pessoais. Não foi fácil sair de uma casa com crianças, pátio, espaço e barulho. Sofri. Quebrei a cara sem mamãe e papai por perto. Mas aqui estou. Viva e feliz.

Ansiosa para a nova fase =)