Eu por eu mesma, Jornalismo, Just me, Monografia, Mundo jornalístico, Observações, Radioweb, Record

Retrô!

O ano de 2009 foi abençoado. Um período de conquistas. Também foi complicado, difícil. Mas dei a volta por cima. E aqui estou: formada, apaixonada e cheia de planos.
Tudo começou em uma redação. Plantão cruel. Das 18hrs do dia 31 até às 6hrs do dia 1º. Eu e o Paulo, querido porteiro da Record, na TV. Em Porto Alegre a equipe do amado vizinho Olegário. Em Tramandaí o Bernardo.
Na verdade o trabalho foi o que mais marcou neste ano. Completamente intenso. Dediquei-me por completo. Quando percebi que estava no meu limite não aguentei e pedi demissão.
Sou assim, não gosto de fazer nada pela metade. Deixei a TV e mergulhei na monografia. Foram muitas e muitas horas de leitura e no computador. Ouvir a trilha do Jornal Nacional ou do Jornal da Record era sinônimo de sentar e escrever. Fico feliz de ter tido êxito e de ter feito um ótimo trabalho de conclusão.
Durante o TCC conheci o que é sentir dor. Uma dor limitadora. Uma dor que faz o corpo parar mesmo com a cabeça a mil. A tendinite tentou me derrubar. Foram necessárias muitas manhãs na fisioterapia para suportar e conseguir terminar a mono. Sem falar nas bolsas de gelo…
O ano marcou também um novo momento. Comecei a trabalhar na Radioweb. Conheci profissionais e colegas incríveis. Descobri-me repórter. Na verdade… aprendi a ser repórter. Senti viva a paixão pela profissão que escolhi para a minha vida.
E em 2009 eu amei. Ao extremo. Como ele diz, eu deixei as emoções invadirem o peito, sem medo. Passamos por muitas fases. Chorei, sofri, me escabelei. Porém, fico feliz de terminar dezembro de coração aberto, feliz. Nada como estar apaixonada e saber lidar com esse amor. Pois agora eu aprendi.

Deixo então meus sinceros votos de felicidade para 2010. Que meus familiares e amigos tenham saúde e força de vontade. O resto fica por conta de cada um!

E que venha London, baby!

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Eu por eu mesma, Família

Casa

Voltar para casa é um processo inverso. Parece regressão.
Retorna ao lar dos pais quem se separa. Quem vê os planos irem por água abaixo. Quem fica sem grana.
Uma pessoa feliz e bem sucedida não costuma morar com o papai e a mamãe uma vez que deu primeiro passo na construção da sua independência.
Pois eu voltei para casa. É algo temporário, mas aqui estou.
Minha mãe diz que eu me comporto como se estivesse em um hotel. E sabe… é assim que eu me sinto. Hóspede dos meus pais.
Na verdade eles já não entendem que eu tenho o meu tempo de fazer as coisas. Gosto de deixar a louça na pia até não ter mais espaço. Gosto de recolher os copos quando eles somam mais de 5 pela sala. Gosto de andar de pé descalço. Gosto de dormir depois da 1 da madrugada. Gosto de ficar na cama o máximo possível de manhã (quando possível extendo meu soninho até a tarde). Gosto de almoçar de tardezinha. Gosto de deixar a cama desorganizada. Gosto de ficar de pijama.
É meu jeito, são minhas manias. Talvez um dia mude.
Não significa que sou bagunceira. Pelo contrário. Sou extremamente sistemática. Mesmo que de uma forma um tanto contrária.
Embora seja complicado voltar para casa… já estou aqui. Vão ser dois meses de aprendizado. Para mim e para eles.
Já comecei a fazer meu espaço de novo. Limpa uma gaveta aqui. Empurra algumas coisas do armário para lá.
E vamos ver no que isso vai dar. Lulu santos já dizia: “Pode ser que o barco vire, também pode ser que não”.

“Mas sempre tinha
A cama pronta
E rango no fogão…
Luz acesa
Me espera no portão
Prá você ver
Que eu tô voltando pra casa
Me vê!
Que eu tô voltando pra casa
Outra vez…”

Casa – Lulu Santos

AMO!, Eu por eu mesma

(re)descobrindo

Consegui uma façanha incrível. Fiz 20 anos entrarem em um quartinho dois por dois. Foi difícil, mas nada que um empurra aqui, aperta ali não resolvesse.
Sinto como se tivesse voltado para a convivência com humanos. Retornei de um exílio solitário. Os objetos mudam de lugar. As louças ficam sujas. É fantástico saber que não sou o único ser que vive no apartamento 102.
O chuveiro não é tão quentinho. Aprendi a tomar banho morno. Não morri por isso.
O espaço é menor. Aprendi a administrar o quarto compacto. Não morri por isso.
O ar condicionado não me pertence mais. Aprendi a me esquentar sem ele. E vejam só: não morri por isso.
E assim a vida segue. Feliz de ter com quem contar. Nesse momento me sinto um pouquinho mais dona do meu nariz. Mesmo sem muita explicação. Porém, cheia de convicção.

AMO!, Eu por eu mesma

Agora fui

Hoje comecei a colocar a minha vida em caixas. A tão esperada mudança está acontecendo. Depois de um mês desesperada sem saber para onde ir encontrei um novo lar.
Já estava mais do que na hora de dar outro rumo para a minha vida. A solidão não me bastava mais. Quero gente. Quero companhia. Agora vou ter.
Revirar as minhas bagunças trouxe lembranças dos três anos e meio que morei na Lageado. Foram muitas noites jogando conversa fora com as gurias (minhas sempre visitantes), inúmeros negrinhos, horas de maratonas de Friends, faxinas embaladas por funk e crises. Sim, as crises foram muitas nesse período. Dúvidas, angústia, medo.
Cresci demais com a experiência de morar sozinha. Apenas 17 anos e um apartamento de dois quartos preenchido com meus sonhos, alguns móveis e objetos pessoais. Não foi fácil sair de uma casa com crianças, pátio, espaço e barulho. Sofri. Quebrei a cara sem mamãe e papai por perto. Mas aqui estou. Viva e feliz.

Ansiosa para a nova fase =)