Eu por eu mesma

Equacionando

Tudo começa com saudade.
Termina do mesmo jeito.
Nem que seja para dizer o que não se sente.
Mas tudo se resume assim. Com poucas palavras. Que soam tolas. Soam distantes. Ao mesmo tempo tão fortes.
As referências mudam. Tudo se confunde.
Como a gente diz aqui, quando se está longe de casa as emoções são multiplicadas… cinco, seis vezes. E o que acontece quando trata-se de alguém ao cubo? A matemática complica e o único resultado explicável aperta no coração.
Aperta.
Aperta.
Dói.

* De acordo com o site Wikipédia: As equações normalmente propõem um problema sobre sua validade. Grosseiramente falando, uma equação é composta por incógnitas e coeficientes. Os coeficientes são entidades matemáticas conhecidas. Resolver a equação, ou seja, o problema por ela proposto, consiste em determinar quais são os elementos de um determinado conjunto: (o das possíveis soluções) que tornam a equação verdadeira.

Minha equação anda cheia de incógnitas…

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Retrô!

O ano de 2009 foi abençoado. Um período de conquistas. Também foi complicado, difícil. Mas dei a volta por cima. E aqui estou: formada, apaixonada e cheia de planos.
Tudo começou em uma redação. Plantão cruel. Das 18hrs do dia 31 até às 6hrs do dia 1º. Eu e o Paulo, querido porteiro da Record, na TV. Em Porto Alegre a equipe do amado vizinho Olegário. Em Tramandaí o Bernardo.
Na verdade o trabalho foi o que mais marcou neste ano. Completamente intenso. Dediquei-me por completo. Quando percebi que estava no meu limite não aguentei e pedi demissão.
Sou assim, não gosto de fazer nada pela metade. Deixei a TV e mergulhei na monografia. Foram muitas e muitas horas de leitura e no computador. Ouvir a trilha do Jornal Nacional ou do Jornal da Record era sinônimo de sentar e escrever. Fico feliz de ter tido êxito e de ter feito um ótimo trabalho de conclusão.
Durante o TCC conheci o que é sentir dor. Uma dor limitadora. Uma dor que faz o corpo parar mesmo com a cabeça a mil. A tendinite tentou me derrubar. Foram necessárias muitas manhãs na fisioterapia para suportar e conseguir terminar a mono. Sem falar nas bolsas de gelo…
O ano marcou também um novo momento. Comecei a trabalhar na Radioweb. Conheci profissionais e colegas incríveis. Descobri-me repórter. Na verdade… aprendi a ser repórter. Senti viva a paixão pela profissão que escolhi para a minha vida.
E em 2009 eu amei. Ao extremo. Como ele diz, eu deixei as emoções invadirem o peito, sem medo. Passamos por muitas fases. Chorei, sofri, me escabelei. Porém, fico feliz de terminar dezembro de coração aberto, feliz. Nada como estar apaixonada e saber lidar com esse amor. Pois agora eu aprendi.

Deixo então meus sinceros votos de felicidade para 2010. Que meus familiares e amigos tenham saúde e força de vontade. O resto fica por conta de cada um!

E que venha London, baby!

Jornalismo, Monografia, Observações

10 dicas para fazer uma monografia em 10 dias

1 – Prepare litros e litros de café.
2 – Tenha sempre gelo no congelador para colocar nos ombros/cotovelos doloridos de tanto digitar.
3 – Esconda chocolates pela casa para os momentos de pânico.
4 – Avise seu orientador e amigos próximos sobre a possibilidade de (muitas!) ligações desesperadas repetindo: “Eu odeio a ABNT” e/ou “Eu vou me matar”.
5 – Cancele todos, eu disse TODOS, os seus compromissos. Mantenha apenas tarefas rápidas para distração, como ir ao supermercado, farmácia, etc.
6 – Não tenha disponível nenhum episódio inédito de nenhuma das suas séries favoritas. Além disso, esqueça a locadora.
7 – Separe pelo menos três almofadas para experimentar diversas posições ao longo das maratonas na frente do computador.
8 – Coca. Muita coca (o calor torna o café enjoativo já nos primeiros dias).
9 – Compre um bloco de post-it da cor mais berrante que tiver na gráfica/papelaria. Sugiro rosa-mega-ultra-pink. Ele não te deixa pegar no sono em cima dos livros.
10 – Cole o bumbum no sofá/na cadeira e escreva. Escreva. Escreva. Até ter vontade de arrancar o braço fora, vomitar teorias e colocar fogo nos livros.

Yes, we can.

Eu por eu mesma

Explicações

“Você é intensa, mas sua intensidade não costura para fora. Eu sou intenso, mas minha intensidade costura para fora antes mesmo de comprar os tecidos. Sei que não entendo nem metade do que já sentiu por mim. Por absoluta ausência de comunicação. Sei que não entende nem metade do que sinto por você. Por absoluta ausência de paciência. Eu preciso ouvir, você não precisa falar, nos amamos desinformados.

Maldita chuva que começou. Os relâmpagos são gravatas azuis em terno escuro. A sobriedade das sobras. A chuva sempre está vestida para velório. A chuva lava bagunçando. Deixa tudo mais sujo. Muito mais verdadeiro.”

Carpinejar

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Previsão do tempo

Hoje acordei com todas as saudades latentes. Uma dor apertada, sofrida de sentir. Quis chorar, mas as lágrimas estavam presas. Não fizeram a gentileza de sair e me aliviar. Não sei o que me faria sentir melhor. Na verdade eu sei. Mas não quero aceitar que estou fracassando no meu plano perfeito. Queria a Carol aqui para me xingar um pouco. Praga que se mandou para o Canadá. E me deixou aqui… Cheia de perguntas. A Carol sempre tinha respostas para esses dias assim, de sol e vento. Não gosto de dias assim. O sol tenta aquecer, porém o vento insiste em atrapalhar o calor que quer penetrar na pele. O vento que bagunça tudo. Tá aí, é culpa do vento. Ele que misturou os meus sentimentos e trouxe de volta o que tinha guardado no fundo do meu coração. Quero a sobriedade do sol sem vento de novo. E não ter mais essas variações climáticas na alma. Porque ainda dói.