AMO!, Blush, Bye Brazil, Eu por eu mesma, Just me, Londres, Observações

Blush*

Amizade é algo engraçado. Foge das definições. Não percorre os limites.
Eu achava que os grandes amigos da minha vida já estavam escolhidos. Que seriam os mesmos, sempre lá guardadinhos na minha estante. Aqueles de Venâncio, de longa data, do colégio, da infância. Afinal, assim seria até mais prático. Já conhecia todos os defeitos, sabia o que esperar ou o que não esperar de cada um. Tinha manual de instruções para rápidas consultas.
Contudo, a história teve outro rumo. Na faculdade conheci as mimosas que hoje considero eternas. As Blush girls que me conquistaram.
O Blush “nasceu” na Radiofam, rádio da Famecos. A ideia era um programa informal, de bate papo entre meninas. Mas a coisa foi crescendo. Não o programa, mas a amizade entre as ladies que sentavam duas vezes por semana no estúdio para lançar altas teorias sobre tudo que era assunto.
E o nome para o grupinho ficou, mesmo depois da gente abandonar a Radiofam.
Agora deixamos também a Famecos, mas o que existe entre nós de jeito nenhum!

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A Giulinha Beauty sempre foi a figura que só quem conhece sabe. Uma madame de primeira catiguria! A oncinha girl em pessoa.
A Bruka é um agito só. Total alto astral, bom humor. Ela sabe que comigo a regra é mais e nunca se engana no que esperar de mim.
A Jú sempre foi louca, alienada, esquecida. Ela que alimentou na gente #Londonfeelings. Agora estamos de malas prontas para ir encontrar a maluca pelo mundo.
A Paula é quase o meu oposto. O que tenho de doida ela tem de moderada. Contida. Chega a ser tímida. Apesar disso, é uma pessoa de personalidade forte, virtudes marcantes. E é quem vai ter que me balancear na viagem. Segurar as pontas…

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Ontem tivemos um encontro Blush. Reduzido, apenas eu, Bruka e Paula. Giulia está em Erechim, nos enchendo de orgulho. Jú está aprontando em Londres.

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Tá. Tudo isso é para dizer que eu amo cada uma dessas criaturas. Giulia, brilha muito aqui. Bruka, vamos esperar a tua visita. Jú e Paula, Londres é nossa!

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AMO!

Uma das pessoas mais incríveis…

Eu sabia que ia trancar. Fui traída pelas palavras. Logo elas que nunca me faltam, pelo contrário, costumam sobrar na minha boca. Mas eu travei ali. Sentada no banco de oncinha do carro do Marcus. Olhando pra ele com uma cara de paisagem. Com os olhos clamando lágrimas.
Comecei dizendo que ele é muito importante pra mim. Que não cansa de me surpreender. Que eu o admiro pela pessoa e pelo profissional que é. Então parei.
Faltou dizer que eu nunca vou esquecer o dia que ele me ensinou pelo Nextel as diferenças entre a Brigada Militar e a Polícia Civil. Também vou lembrar eternamente da gente dançando como loucos no momento Beco da minha formatura, quase de manhã já. E como deixar de lado a madrugada que ele me raptou na saída do meu aniversário para entregar um presente maravilhoso?
Faltou ainda citar que eu quero ter as características do Marcus repórter quando eu “crescer”. A curiosidade, a capacidade de explicar da forma mais simples possível o pepino político mais complexo, as metáforas que brotam nas observações mais singelas da vida.
Marcus, eu nunca vou te esquecer e não vou cansar de repetir isso. Prometo postal de cada lugar fantástico que eu pisar. Vou acreditar no que tu me diz cada vez que a gente se encontra: esse tempo vai passar rápido. Vai sim, eu sei. Talvez mais pra mim do que pra ti. E daí eu vou estar de volta pra gente arrasar no Beco, nas redações, na vida. Vou sentir a tua falta!!!

Eu por eu mesma, Just me, Observações, Record

Deu. E doeu.

Entrei na redação assustada. Olhei para os lados e no fundo, próximo da porta de vidro do estúdio, encontrei um rostinho conhecido. Era a dona Sheron. Fiquei aliviada, segura. Conversamos um pouco e segui para a entrevista.
Algumas palavras. Tudo rápido e direto. E a vaga era minha.
Pulava de alegria pelo estacionamento do Centro Clínico da PUCRS quando recebi a notícia. Liguei para o meu pai. Foi o primeiro a saber. Ele que sempre me incentivou. Tão preocupado com a sua filhota… Feliz com a conquista.
Depois disquei para o Alessandro. Apesar da gente ter acabado, ele merecia saber da novidade. Sempre acreditou no meu trabalho. Meus olhos encheram de lágrimas quando nos falamos…
Documentos encaminhados e já comecei a correria.
Os primeiros dias foram assustadores. O que era aquele ENPS? Fora de sério… E o TP então? Totalmente estranho para mim. E eu só pensava… se errar eu vou derrubar os apresentadores ao vivo. Ficava em pânico.
O tempo passou e comecei a entrar no ritmo. Tanto que hoje é difícil de desacelerar. Factuais? Rondas? Giroflex? Denúncia? Elemento? Tráfico? ÓH CÉUS! Vou sentir falta… Por incrível que pareça…
Porém, o que vai deixar mais saudade são as pessoas maravilhosas que conheci. Aprendi muito com meus colegas… André, Simone, Kellen, Aline R., Aline D., Verinha (!), Farid, Mota, Sheron (já citada), Macedo, Giva, Virgílio, Leandro, Maiko, Émerson, Roger, Papa, Sandra, Vânia, Matheus, Tici, Jairo, Marquinhos, Dudu, Will, Paulo, Derli, Casagrande, Doroche, Marlon, Espicho, Ricardinho, Aline G., Nei, Marcelo Costa, Adri, Zé, meninos do switcher, nossa… tanta gente que devo estar esquecendo de alguém!
Tenho que citar também a Cínthia e o Wagner, sempre colegas… Sempre comigo…

E ele… o que me levou para a pauta mais punk, que passou no meu aniversário sem nem me conhecer ainda, que começou como meu conselheiro amoroso, que sentou perto do telefone no Santíssimo, que ficou me devendo uma avenca, uma patinação no gelo e um passeio no MARGS (mesmo que a exposição já tenho acabado). Ele que deixava meu rosto rosado, minhas mãos suadas, meu estômago embrulhado de nervosismo. Ele…

Bom… Era isso, pessoal. Obrigada por tudo. Pelo carinho, pelos ensinamentos. Vou levar todos do canal 2 sempre comigo!

“Para que explicações? Esqueçamos as coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus”. (Rubem Braga, 1957)

AMO!, Eu por eu mesma, Just me

Bye, bye

Nunca tinha passado por algo assim. Ver partir uma pessoa tão querida. Dar tchau para alguém que não consigo ficar duas semanas sem, sabendo que vou passar 6 meses longe.
Eu relutei. Tentei negar a partida. Não tocava no assunto e disfarçava. No entanto, estava de luto por dentro. E sem dar um piu sequer.
Mas a hora chegou. No aeroporto não deu mais para segurar as lágrimas teimosas. Chorei com uma saudade antecipada. Uma vontade imensa de dizer: fica aqui.
Bom Carol, vou sentir a tua falta toda vez que eu for na Encol ficar jogada na grama comendo milhões de calorias e sempre que passar pelo Menino Deus (isso acontece quase todo dia). Além disso, a Famecos não vai ser mais um lugar tão bom assim. Não vai estar lá a criatura mais mau-humorada e reclamona do universo.
Fica aqui o vídeo que a gente fez pra ti. Uma pequena, tosca e sincera homenagem dos teus amigos que te amam e vão morrer de saudades!
E tem mais, a foto do nosso último abraço (drama!).


Love you, girl.



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Observações

Ela viveu. E como.

A tia Nanana era uma figuraça daquelas. Com sua cervejinha sem álcool, agitava todo mundo na praia, no nosso cortiço. Eu buscava casquinhas na sorveteria com algumas moedas e ia direto para a casa dela. A gente comia até se babar, feliz da vida olhando novela ou Big Brother.
O “pito” era indispensável. Desde as lembranças mais remotas consigo ver ela com um na mão ou na boca. Outra memória é o seu modo peculiar de dirigir. Sempre em segunda. Aquele som puxado do seu kazinho não mentia. Era a Dona Eliana que estava chegando, a mil pelas ruelas batidas de Remanso.
A notícia da morte da tia Nanana me deixou surpresa. Não esperava, ela era uma pessoa tão disposta, cheia de energia, feliz com as suas netinhas mimosas. No velório estava com uma expressão séria, de quem não estava bem em ver os outros sofrerem pela sua partida.
Porém, uma certeza eu tenho. Ela morreu feliz, pois foi logo após uma vitória gremista. A camisa do time em cima do caixão não me deixa mentir.
Conforto para a família, principalmente para a vó Maria.
E pra ela: puta merda, hein?! Vamos sentir saudades.

Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6:11.