Londres

Mind the gap

Londres é a cidade do casaquinho. Pode chover a quaquer minuto. Dois segundos depois vem o sol. Daí chove de novo. Nuvens. Cinza. Pega sombrinha. Guarda a sombrinha molhada na bolsa. Oyster na mão. Fone no ouvido. Entra na estação. Derrete no metrô. Troca de estação. Mind the gap. Fecha o nariz para aguentar os fedidos. Olha uma revista. Espia o jornal. Metro. Evening Standard. Escada rolante. Lado direito para ficar parado. Lado esquerdo para subir rápido. Jamais tranque o lado esquerdo. Please. Excuse me. Sorry. Thanks.

Nice to meet you, London.

* Welcome, Bruka!

Anúncios
Cidade em tópicos, Londres

A cidade em tópicos – Parte III

* CLIMA

No que se refere ao clima, a cidade de Londres é uma caixinha de surpresas. Você acorda e vê um sol lindo. Até se arrumar e sair de casa já pode estar chovendo. Sempre assim… tempo totalmente maluco.
Porém, o mais irritante de fato é a chuva. Praticamente todo dia chove. E é aquela garoa chatinha, só para incomodar.
Entretanto, a mudança de estação agora está sendo animadora. Passamos para a primavera e os dias já estão melhores, mais ensolarados. O horário de verão (a diferença em relação ao Brasil passou de 3 para 4 horas) também favorece. Escurece por volta das 8 da noite e assim dá para aproveitar melhor a tarde.

Finsbury Park, primavera

Veja também a parte I – Transporte.

Veja também a parte II – Alimentação.

Veja também a parte IV – Jornais e revistas.

Veja também a parte V – As mídias brasileiras.

Veja também a parte VI – A vida em casa de estudante/ dividindo casa ou flat.

Eu por eu mesma

Explicações

“Você é intensa, mas sua intensidade não costura para fora. Eu sou intenso, mas minha intensidade costura para fora antes mesmo de comprar os tecidos. Sei que não entendo nem metade do que já sentiu por mim. Por absoluta ausência de comunicação. Sei que não entende nem metade do que sinto por você. Por absoluta ausência de paciência. Eu preciso ouvir, você não precisa falar, nos amamos desinformados.

Maldita chuva que começou. Os relâmpagos são gravatas azuis em terno escuro. A sobriedade das sobras. A chuva sempre está vestida para velório. A chuva lava bagunçando. Deixa tudo mais sujo. Muito mais verdadeiro.”

Carpinejar

Agressividades

O dia que quebrei minha sombrinha no meio da rua

Era um dia nublado. Um dia triste. Um dia medíocre.
Eu caminhava e brigava com o vento. Brigava com as ideias.
Pois o vento ficou brabo comigo. E virou a sombrinha.
Existe cena mais patética do que alguém tentando desvirar uma sombrinha no meio da rua?
Eu estava no meio da rua. E com a sombrinha virada. Tentando desvirar.
Pois não consegui.
E foi minha vez de ficar braba com o vento. Descontei na sombrinha.
Toquei-a no chão. Tive um acesso de fúria.
E quebrei cada estrutura metálica que fazia parte daquela maldita sombrinha.
E a deixei ali, no meio da rua.
Segui para casa com a chuva na pele.
Era um dia nublado. Um dia triste. Um dia medíocre.