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A crueldade vista pela dança de Deborah Colker


Amor, luxúria, obsessão e rejeição. Aspectos obscuros das relações humanas retratados através da dança. Esta é a proposta do espetáculo Cruel, da Companhia de Dança Deborah Colker. A apresentação acontece em Londres entre os dias 29 de junho e 03 de julho, no Barbican Theatre.

Cruel é uma série aberta de elementos narrativos que só se completa com o olhar do espectador. São histórias repetidas, que se atam e desatam. Um show completo de dança, expressão e arte.

A montagem teve início em 2008. Foi uma construção coletiva, onde novos elementos acabaram acrescentados ao trabalho, como um texto de Fausto Fawcett e uma história escrita por Fernando Muniz.

A trilha sonora é marcada por peças clássicas de Vivaldi, Dvorak e Chopin. A música evocativa encontra seu lugar no espetáculo que mostra um mundo de sonho. A dança contemporânea é combinada com trajes luxuosos e iluminação atmosférica. Uma ótima opção de evento para os amantes da dança, mas também promessa de sucesso perante apreciadores da arte e da expressão humana.

Quando
29 de junho – 03 de julho, 19:45 pm

Onde
Barbican Theatre
Silk Street
London, EC2Y 8DS

Quanto
A partir de £10
Para comprar o ingresso: AQUI

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Eu por eu mesma

Divagações

Engraçado como tenho mania de imaginar histórias. Quando nanica procurava qualquer cantinho silencioso e ficava jogando uma bolinha (podia ser de tênis, vôlei, não importava muito) na parede. O físico em movimento libertava a alma. Tinha início assim uma saga.
Cada narrativa assumia uma forma totalmente diferente da outra. Eram trechos mirabolantes e sem muito sentido do que eu imaginava do meu futuro. Uma junção de possibilidades.
Cresci um bocadinho, mas continuo com os pés mais altos que o chão. Deixo minha mente flutuar diante de cada novidade. Com as pessoas acontece assim também. Conheço alguém e posso construir visões e idealizações em 10 segundos. Algumas vezes, mais 5 minutos podem acabar com tudo pensado anteriormente.
Porém não me importo…
Prefiro seguir acreditando nas pessoas. Tendo fé em mim mesma. Já atravessei o Atlântico desta forma. Quem sabe onde novos voos podem me levar?! =)

Eu por eu mesma, Jornalismo, Just me, Monografia, Mundo jornalístico, Observações, Radioweb, Record

Retrô!

O ano de 2009 foi abençoado. Um período de conquistas. Também foi complicado, difícil. Mas dei a volta por cima. E aqui estou: formada, apaixonada e cheia de planos.
Tudo começou em uma redação. Plantão cruel. Das 18hrs do dia 31 até às 6hrs do dia 1º. Eu e o Paulo, querido porteiro da Record, na TV. Em Porto Alegre a equipe do amado vizinho Olegário. Em Tramandaí o Bernardo.
Na verdade o trabalho foi o que mais marcou neste ano. Completamente intenso. Dediquei-me por completo. Quando percebi que estava no meu limite não aguentei e pedi demissão.
Sou assim, não gosto de fazer nada pela metade. Deixei a TV e mergulhei na monografia. Foram muitas e muitas horas de leitura e no computador. Ouvir a trilha do Jornal Nacional ou do Jornal da Record era sinônimo de sentar e escrever. Fico feliz de ter tido êxito e de ter feito um ótimo trabalho de conclusão.
Durante o TCC conheci o que é sentir dor. Uma dor limitadora. Uma dor que faz o corpo parar mesmo com a cabeça a mil. A tendinite tentou me derrubar. Foram necessárias muitas manhãs na fisioterapia para suportar e conseguir terminar a mono. Sem falar nas bolsas de gelo…
O ano marcou também um novo momento. Comecei a trabalhar na Radioweb. Conheci profissionais e colegas incríveis. Descobri-me repórter. Na verdade… aprendi a ser repórter. Senti viva a paixão pela profissão que escolhi para a minha vida.
E em 2009 eu amei. Ao extremo. Como ele diz, eu deixei as emoções invadirem o peito, sem medo. Passamos por muitas fases. Chorei, sofri, me escabelei. Porém, fico feliz de terminar dezembro de coração aberto, feliz. Nada como estar apaixonada e saber lidar com esse amor. Pois agora eu aprendi.

Deixo então meus sinceros votos de felicidade para 2010. Que meus familiares e amigos tenham saúde e força de vontade. O resto fica por conta de cada um!

E que venha London, baby!

AMO!

Tempo, tempo, tempo desapareça

Achei que o tempo ia mostrar o caminho.
Na verdade ele mostrou, mas a trilha é por lugares que eu já passei.
Nada novo.
Só o velho sentimento de frio na barriga…
Já estou conformada: isso não vai passar.
Sabe de uma coisa? Nem quero mais que passe!
Quero que dure.
Que suporte uma despedida no aeroporto.
E espere ansiosamente o retorno.
No meio disso… muitos cartões postais, cartas apaixonadas e com borrões das lágrimas de saudade.
E quem sabe… aquela visita.
Ahhhhh… quem precisa de amores de verão?!
Já tenho o meu amor de todas as estações.

Contos e alguns fragmentos

As moedas esquecidas

Ele sentou na cama e olhou para ela ali deitada. Vestiu-se de saudade e foi até a sala. Pegou a chave do carro e olhou impaciente para as paredes brancas. Já era hora de ir embora de novo. Talvez daqui um mês voltasse. Poderia dizer que sentiu saudade. Poderia dizer muitas outras coisas tolas. Ela acreditaria. Como acreditou nesta última vez. Ela deu um abraço apertado, coisa de quem não quer deixar o outro partir. Quando seus corpos separaram-se ela sorriu e ele foi. Ela voltou para o quarto na busca do cheiro perdido. Notou três moedas esquecidas em cima de um livro, ao lado da cama. Canalha, do Carpinejar. Fechou a porta do quarto e só conseguiu entrar ali de novo depois de dois dias. Mas levou os trocados na bolsa. Comprou um sorvete na Jóia e usou as moedas perdidas no pagamento. Escolheu os sabores de limão e chocolate branco. Contraste. Assim como eles.

Eu por eu mesma

Explicações

“Você é intensa, mas sua intensidade não costura para fora. Eu sou intenso, mas minha intensidade costura para fora antes mesmo de comprar os tecidos. Sei que não entendo nem metade do que já sentiu por mim. Por absoluta ausência de comunicação. Sei que não entende nem metade do que sinto por você. Por absoluta ausência de paciência. Eu preciso ouvir, você não precisa falar, nos amamos desinformados.

Maldita chuva que começou. Os relâmpagos são gravatas azuis em terno escuro. A sobriedade das sobras. A chuva sempre está vestida para velório. A chuva lava bagunçando. Deixa tudo mais sujo. Muito mais verdadeiro.”

Carpinejar

Eu por eu mesma, Família, Just me, Lições, Observações, Saudades de Venâncio

Previsão do tempo

Hoje acordei com todas as saudades latentes. Uma dor apertada, sofrida de sentir. Quis chorar, mas as lágrimas estavam presas. Não fizeram a gentileza de sair e me aliviar. Não sei o que me faria sentir melhor. Na verdade eu sei. Mas não quero aceitar que estou fracassando no meu plano perfeito. Queria a Carol aqui para me xingar um pouco. Praga que se mandou para o Canadá. E me deixou aqui… Cheia de perguntas. A Carol sempre tinha respostas para esses dias assim, de sol e vento. Não gosto de dias assim. O sol tenta aquecer, porém o vento insiste em atrapalhar o calor que quer penetrar na pele. O vento que bagunça tudo. Tá aí, é culpa do vento. Ele que misturou os meus sentimentos e trouxe de volta o que tinha guardado no fundo do meu coração. Quero a sobriedade do sol sem vento de novo. E não ter mais essas variações climáticas na alma. Porque ainda dói.