Jornalismo, Just me, Mundo jornalístico, Observações, Record

10 hrs e 44 min

Tempo exato que estou na TV. Dobrei para meu colega hoje.
Geralmente quando fico tantas horas no trabalho o sono bate. O mau-humor também. Sem falar na dor. Costas, braços, pernas. Agonias corporais coordenadas.
Mas hoje o tempo passou. As coisas foram acontecendo e quando eu vi o pessoal da manhã já estava chegando.
A maratona alimentar foi longa. Começou com pizza. Foi para balas. Chocolate. Chocolate quente. Baguete de frango. Pipoca. Bolacha de maizena. Trident. Fanta laranja. Não necessariamente nessa ordem. Porém, tudo isso, sim senhores.
A companhia chegava e ia embora…
E eu permanecia…
Sem sono…
Sem novidades…
Só faltam mais 69 minutos.
Agora 68.

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Jornalismo, Mundo jornalístico

Uma saudade que não tem fim

Deu trabalho, mas tá aqui! Terminamos o documentário de Radiojornalismo IV sobre o Ayrton Senna. Ficou bem bacana, é emocionante lembrar do ídolo brasileiro através de narrações de corridas e depoimentos. Para quem tiver 12 minutinhos disponíveis vale a pena conferir. Seguem os créditos do povo que fez o projeto acontecer!

LOC – AYRTON SENNA: Uma saudade que não tem fim.//
LOC – Programa produzido pelos alunos de Radiojornalismo quatro da Faculdade de Comunicação da PUCR-RS: ANANDA ETGES, BRUNA KUBASKI, JULIANA ARIAS, KELLEN MORAES, PAULA CUNHA.//
LOC – Locução: MARCELO CHEMALE.//
LOC – Técnica: FABRÍCIO DE CARVALHO e ZÉ CARLOS DE ANDRADE.//
LOC – Supervisão: professores DORIS FAGUNDES HAUSSEN e LUCIANO KLÖCKNER.//

Para conferir é só clicar AQUI!

Mundo jornalístico

O que a empresa tem de bom

Ética e credibilidade. Tais termos foram repetidos diversas vezes pelas assessoras de imprensa. Neusa Galli Froes e Gladis Berlato lideram a Froes, Berlato Associadas. Regina Sakakibara e Alessandra Bergmann trabalham com o sistema Farsul. Na quinta-feira, dia 14 de setembro de 2008, elas passaram a sua percepção sobre a profissão que exercem. Na posição de clientes estavam os alunos da disciplina de Assessoria. A idéia não foi totalmente vendida.
As jornalistas colocaram o assessor como um estrategista e ressaltaram o comprometimento com a imagem da empresa. Por outro lado, destacaram que quem trabalha em uma assessoria antes de tudo é um repórter. Ele deve verificar as informações que transmite e saber o que é notícia.
A contradição me pareceu evidente. Em um primeiro momento o profissional deve servir a quem o contrata e ter como foco o resultado. Depois a ordem é que ele seja um repórter de credibilidade. Como passar tal imagem tendo uma relação tão delicada e próxima com quem paga o teu salário? Bom-senso, ousadia e relacionamento foram palavras citadas. Para mim não resolvem o problema.
Regina afirmou: “Nós temos que botar para a rua o que a empresa tem de bom”. Ou seja, um lado da questão, o que favorece. Jornalismo não é isso. Podem dizer que vivo uma fantasia de Profissão Repórter, mas apenas vejo uma ética mais ampla e focada não em um resultado, porém em pessoas.

Mundo jornalístico

Conturbada passagem meteórica

“Eu vou me enforcar, é isso que vocês querem?”. A frase foi dita por um homem de terno em cima de uma cadeira, com as mãos erguendo a gravata azul em direção à luminária. A menção de suicídio era um sermão a um mero estagiário. Ele havia esquecido alguma tarefa qualquer. A ameaça do assessor era para apavorar todos os que trabalhavam na pequena sala. Sua missão foi cumprida.
Assim começou a minha breve passagem por uma assessoria de imprensa. O clima era tenso. O funcionário principal parecia ter uma nuvem negra na cabeça e seu humor tempestuoso prejudicava o ambiente de trabalho. As tarefas na maioria das vezes eram monótonas e não despertavam a emoção que a palavra jornalismo representa para mim.
Fazer rádio-escuta era o mais cansativo. Provava que eu não tenho a capacidade de ouvir e escrever rápido e eficientemente ao mesmo tempo. O fator “cachorro vivendo dentro da assessoria” também não colaborava. Sim, exatamente, um cão morava na mesma sala em que as pessoas trabalhavam. Perdão, era uma cadela. O termo errado representaria uma ofensa grave para o dono.
O que motivava minha ida para o trabalho era a possibilidade de fazer alguma matéria. Escrever sempre foi uma das minhas atividades favoritas. Era o momento no qual eu podia ter alguma liberdade. Alguma, afinal, uma assessoria não é o lugar mais apropriado para exercitar a livre divulgação das idéias. A não ser que elas sejam positivas.
Permaneci três meses no estágio. Era voluntário e proporcionou uma aprendizagem muito grande: não quero fazer assessoria. A menos que dê dinheiro. E bastante.

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Potencial Feminino

A jovem morena entra com o sorriso no rosto. O cabelo escuro tem um brilho peculiar. Ela logo se apresenta e começa a falar. Durante os cerca de 70 minutos posteriores, é a sua voz um tanto rouca que domina o ambiente. Na posição de espectadores estão os alunos do quinto semestre de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Já o cargo de apresentadora da aula do dia pertence a mesma que lidera o RBS Esporte: Alice Bastos Neves.
Uma das suas primeiras afirmações é de que não imaginava trabalhar na televisão, muito menos na área esportiva. Formada pela PUC no fim de 2005, elaborou seu trabalho de conclusão sobre jornalismo cultural. No entanto, a oportunidade de trabalhar na RBS TV abriu um novo caminho para a jornalista de apenas 23 anos.
Atualmente, ela completa a rotina turbulenta com a paixão pelo esporte. Cada matéria sobre uma modalidade diferente faz com que Alice queira vivenciar a novidade. Porém, seu tempo é reduzido e quando o horário permite a opção é pelo sapateado, dança que a conquistou há alguns anos.
Em 2007, a moça natural de Pelotas foi escalada para realizar a cobertura do Pan Americano do Rio de Janeiro. Sobre a experiência, afirma que foi muito construtivo trabalhar em um evento tão grandioso e com tamanha estrutura. Ressalta também que o esporte olímpico tem carência de espaço, o que facilita o acesso aos atletas. Sendo assim, é possível realizar um acompanhamento intenso do desenvolvimento do esportista. A apresentadora enfatiza essa luta diária, tanto por destaque quanto por superação.
A reportagem é uma das atividades preferidas de Alice. Ela pensa que conhecer a história de alguém e passar essa trajetória para os outros é incrível. Além disso, confessa que sentiu inicialmente um temor com o “ao vivo”. Contudo, a prática a deixou melhor preparada: “A adrenalina do ao vivo é show de bola”.
Para a jornalista, o importante é o presente: “Minha meta é trabalhar e conforme as oportunidades ir traçando o meu caminho”. A repórter acredita no jornalismo e no esporte como transformador social. Ela também expõe que embora algumas situações a desanimem na profissão, a vontade de continuar prevalece. “Não dá para perder o brilho no olho”, conclui Alice.

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Mulheres na política: Da Revolução Francesa à Feminina

A Revolução Francesa tem data de início e fim. Já o movimento contemporâneo feminino dispensa a definição de final. Ele consiste em um longo processo evolutivo de expressão das mulheres no mundo moderno. No entanto, os dois períodos apresentam uma semelhança essencial: os ideais de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.
As conquistas do chamado “sexo frágil” foram lentas. No âmbito da política, o triunfo aconteceu de forma ainda mais gradual. Apenas em 1893, na Nova Zelândia, as mulheres tiveram pela primeira vez o direito ao voto. No Brasil, isso só ocorreu em 1932, através do novo Código Eleitoral promulgado por Getúlio Vargas.
Atualmente, as mulheres são destaque nos governos internacionais. Segundo a socióloga Aurea Petersen, “a política sempre se constituiu em um espaço masculino”. Entretanto, podem-se destacar precursoras relevantes como Indira Gandhi, considerada a principal liderança feminina do Terceiro Mundo, no século XX. Ela ocupou o cargo de primeira-ministra da Índia de 1966 a 1977 e de 1980 a 1984, quando foi assassinada.
Exemplos de governantes de sucesso não faltam. Áurea cita Tarja Kaarina Halonen (presidente da Finlândia) e Mary McAleese (representante da Irlanda), entre outras. No entanto, a professora de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul afirma que o número de políticas “ainda é reduzidíssimo”. Ela ressalta: “As que conseguem poder político precisam enfrentar muitas dificuldades. É um espaço que precisa ser aberto à duras penas”.

POLÊMICAS NA MÍDIA

Na última semana, diversos veículos de comunicação publicaram fotos da chanceler da Alemanha, Angela Merkel. A peculiaridade das imagens estava no decote ousado da representante alemã. Além do fato, teve repercussão também, há algumas semanas, o leilão do retrato de Carla Bruni nua. A cantora é casada com Nicolas Sarkozy, presidente da França.
Ambas situações foram exploradas por diversas mídias. O jornalista Fábian Chelkanoff declara que essas informações não são relevantes. “As pessoas devem ser notícia pelo que elas fazem”, afirma o professor de Jornalismo Internacional da PUCRS. Ele considera ainda que as mulheres na política internacional chamam tanta atenção por uma questão histórica. “Nunca houve um número tão grande de mulheres no comando de países”.
A socióloga Aurea Petersen expressa uma opinião parecida. Segundo ela, o comportamento dos veículos de comunicação é totalmente desrespeitoso com as mulheres. “Não é relevante mostrar isso. Porém, em pleno século XXI e apesar dos desbravamentos feitos por algumas mulheres, ainda vivemos em um mundo extremamente machista em que qualquer alusão ao corpo feminino vende jornal ou revista”.

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Volta ao mundo de Pernalonga passa por Porto Alegre

* Matéria publicada na Cyberfam.

A companhia Holiday on Ice trouxe para Porto Alegre o espetáculo “Pernalonga e seus amigos em A volta ao mundo em 80 minutos”. A estréia aconteceu quarta-feira, 16,às 20 hrs. O show de patinação no gelo encantou crianças e adultos que saíram do Gigantinho satisfeitos com o que viram.

Após os avisos iniciais, as luzes foram apagadas e houve vibração intensa. A tradicional trilha sonora acompanhou a entrada de um dos mais adorados personagens do Looney Tunes: o Piu-Piu. Como de costume, Frajola começou a sua perseguição ao esperto passarinho. No entanto, a Vovó o protegeu das garras do gato. Além disso, tratou de avisar ao público: “Gritem para mim sempre que o Frajola estiver atrás do Piu-Piu”. Os espectadores cumpriram a promessa durante toda apresentação.

Na seqüência, a estrela da noite apareceu para dar as boas-vindas à platéia. Pernalonga imediatamente conquistou sorrisos dos pequenos fãs. Foi ele que deu início a grande viagem que tinha no roteiro nove países. Estados Unidos era o primeiro. Depois viriam ainda: México, Brasil, Austrália, China, Índia, África, Rússia e França.

Era notável a admiração das crianças. Pedro Lucas Vieira Pereira, de 5 anos, afirmou que o espetáculo estava “bem legal”. Quando questionado sobre qual era o seu personagem preferido do Looney Tunes, o menino lembrou de vários, entre eles do Ligeirinho e da Lola.

As irmãs Júlia e Luísa Oliveira Klippel, de respectivamente 11 e 6 anos, ressaltaram o Piu-Piu como o boneco mais bonito. A mais nova citou que assiste ao desenho em casa e que naquela noite era como se estivesse dentro da televisão. A mãe das meninas também estava satisfeita com o show.

Com figurinos elaborados, os artistas demonstraram desenvoltura sob os patins. Os efeitos de luzes remontavam o ambiente a cada cenário. Além disso, o público participou ativamente e aplaudia cada demonstração de talento dos patinadores. Saltos e piruetas impressionaram. Destaque ainda para a sincronia dos integrantes do grupo Holiday on Ice.