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Este é um país que vai para frente

Em clima das eleições de 2018, quais são as atitudes que barram o nosso avanço?

O processo histórico é um grande passo para entender qualquer fenômeno atual. Sendo assim, o Brasil que temos hoje é fruto de uma sequência de acontecimentos e pensamentos que moldaram este país. Como qualquer outro lugar do mundo, alterações e reformas são necessárias para que aos poucos uma mudança profunda ocorra. A cultura enraizada que não permite avanços precisa ser avaliada, visto que tanto evoluímos tecnologicamente, porém pequenos equívocos de pensamentos e desrespeito retrocedem a mentalidade brasileira.

Em poucos anos podemos perceber uma mudança significativa de pensamentos. A mulher ganhou mais espaço na sociedade se analisarmos um período maior de tempo, mesmo que a luta ainda deve continuar, devemos analisar que muito já foi feito nesse quesito. O movimento LGBT ganhou um novo olhar e as pessoas estão se libertando do passado na forma de encarar a vida. Mesmo com todo esse avanço, o Brasil ainda apresenta um alto nível de violência verbal e física contra qualquer tipo de diferença. Um exemplo claro está nas próprias redes sociais. Várias postagens sobre assuntos inovadores recebem reação negativa demonstrada através de emojis na rede social facebook. São pequenas atitudes que barram novas mentalidades.

Segundo Alejandro Jodorowsky, “pássaros criados em gaiola, acreditam que voar é uma doença” e seguindo assim nos deparamos com certos paradigmas. Voar seria ter a liberdade de ser quem somos sem ter medo das aparências e opiniões. Simplesmente agir conforme o nosso interior mandar. Já os pássaros criados em gaiolas representam todos os entraves e críticas do modo de ser alheio. Enquanto a maior parte da população brasileira representar gaiolas, o passarinho, analogamente o Brasil, não vai voar rumo à liberdade.

Para a famosa propaganda do período da ditadura se tornar concreta, tirando o contexto militar, “este é um país que vai para frente”, o governo deve fazer propagandas em forma de documentário sobre temas como LGBT, feminismo, racismo abordando o respeito como chave principal de progresso. Escolas podem promover palestras e espaços para que os alunos tenham a educação baseada em conversas sobre o próximo. Por fim, e não menos importante, cabe a cada indivíduo travar o ciclo de barreiras diárias, como por exemplo, evitando comentários desnecessários e atitudes inconvenientes sobre o modo de ser de cada um, e dessa forma, o passarinho (Brasil) finalmente vai para frente.

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Ataque do Coração

Protestamos, mesmo que internamente. No fundo, todos querem um mundo melhor. Afinal, o que estamos fazendo de fato para ter esse mundo utópico? As manifestações que estão ocorrendo em meio aos caos do Brasil demonstram quem somos. Somos as pessoas que vão em frente por grandes causas ou apenas assistimos pela televisão o que está acontecendo atualmente?

A liberdade de expressão que conquistamos depois do processo de ditadura militar serviu para colocarmos o conceito de democracia em evidência. Temos o direito e o dever de nos unir contra quem não acredita que temos o poder de transformar o meio em que vivemos. Certa vez, uma professora  falou que jamais vamos mudar o mundo sozinhos, e essa frase, por mais que tivesse atingido o meu espírito revolucionário e infantil que achar que tudo pode se resolver com amor, serviu para mostrar que preciso de apoio.

Os ataques terroristas que ocorreram ontem (3 de junho de 2017) e não somente nessa data, mas cito em especial essa, justamente pelo meu coração ter parado com as notícias. Naquele momento, pessoas inocentes que estavam apenas seguindo seus respectivos rumos, foram mortas, é indescritível a repercussão. No entanto, no meio da tragédia, sempre existe a solidariedade com gestos simples. O show beneficente que ocorre hoje em Manchester, e também a visita da Rainha Elizabeth no hospital em Londres, nos demonstra força, e é disso que precisamos. Unir as mentes e seguir em frente, porque o mundo pode ser muito bonito, mas em suas entranhas, existe uma névoa sombria esperando a próxima vítima. Violência é o cúmulo, destrói tudo o que um dia conquistamos. Violência corrompe, mata. Violência provoca ataques cardíacos com as notícias. Podia ser na minha família ou com os meus amigos, e por isso, preciso de apoio para não deixar o mundo cair no precipício.

Londres (424)

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Você está vivendo ou apenas existindo?

O termo “procrastinar”, também conhecido pelo senso comum por “deixar para depois”, tem sido muito utilizado em geral no trabalho, escola ou até mesmo nas relações diárias dos indivíduos. Vivemos acumulando tempo e depois esquecemos como usá-lo conscientemente, ou seja, nos preparamos para o depois e o “agora” é perdido. Se pararmos para pensar, quem mais esbanja tempo na rotina, nos deparamos com as crianças e os idosos. No entanto, é preciso energia e disposição para usá-lo, sendo assim, as crianças são a resposta. Até que ponto os “pequenos” estão usufruindo dos bons momentos e aproveitando a infância devidamente? Ou ainda, quantas vezes vamos deixar para lá os assuntos e quando de fato chegar a hora, ter perdido a chance?

As primeiras civilizações que se formaram ao redor de grandes rios sustentavam-se por meio do modo de produção asiático, que foi a base para as grandes ascensões. Os dias e as horas eram convertidos em trabalho. Logo depois, grandes impérios se formaram e mesmo na Idade Média, enquanto o clero tinha a função de rezar e a nobreza de lutar, o que sobrava ficava sob responsabilidade dos servos.  Na sociedade contemporânea, a tecnologia trouxe inúmeros benefícios, mas o fato de alguns se prevalecem à custa dos trabalhos dos outros perdurou. Seria uma meritocracia? Seria impossível discutir sobre justiça quando muitos só conhecem o conceito da mesma. Ainda com a aposentadoria, muitas pessoas precisam continuar trabalhando para sustentar suas famílias. O tempo pode passar vagarosamente a espera do momento de finalmente “relaxar”, no entanto, para muitos ele nem chega. Como dizem, “tempo é dinheiro”, não se desperdiça.

Segundo dados da agência do Brasil, telefones móveis são acessados por 82% das crianças e dos adolescentes. Por uma análise de duas perspectivas, o uso da tecnologia sem dúvidas facilitou o contato dos pais com os filhos, além de outras vantagens como as pesquisas, noticiários, dentre outras. O fato é: não conseguimos viver sem estar conectados. Quantas vezes deixamos alguém falando sozinho enquanto estávamos mexendo no celular? Ou pior ainda, jogando joguinho para passar o tempo. Renato Russo transmite a ideia de “tempo perdido” em sua música e o verso “todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou” repassa bem a ideia e o paradoxo: estamos vivendo ou só existindo? Perda de tempo é esperar o ônibus ou alguém atrasado, mas ir atrás de ideias e de novas perspectivas, é simplesmente ir adiante por um bom motivo.

A idade das “trevas” durou do século V ao XV e abriu portas para o renascimento. Seria um retrocesso tornar o século XXI parecido em algumas circunstâncias, ou seja, ter um olhar de mundo baseado em telas de aparelhos eletrônicos, dessa forma, se isolando e não avançando. Ao invés de deixar para viver quando o tempo for curto demais, pense como William Shakespeare: “Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos.” Crianças precisam deixar os joguinhos dos celulares e prolongarem a infância. Precisamos olhar mais nos olhos quando conversamos com alguém, jogar conversa fora e não desperdiçar o nosso precioso tempo. Quem sabe assim estaríamos vivendo e não apenas existindo.

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Foto by Larissa Schneider 

 

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Ano da Formatura

Mesmo tendo uma memória peculiar, lembro em partes do dia da formatura da minha irmã. Aliás, a única memória que eu tenho era de usar um vestido rosinha e ficar colada na minha irmã a noite toda. Nada fora do comum, sempre fui o chiclete da Nanda e aquele dia foi super importante pra mim, afinal, eu era “parte” da turma de amigos dela.

Desde o primário lembro de turmas se formando lá na escola e como eram “gente grande”. Nesse meio tempo pensei em ser tanta coisa, mil planos para sair da escola, tantas fases se passaram. É incrível como cada ano é determinante para a formação de nós mesmos. A Rafa de 10 anos é diferente da de 11, e quem dirá a comparação entre 10 e 16 anos. Teve fase do Justin Bieber, do Rock n’ Roll, do pop, da franjinha, e outras diversas que me fazem por completa hoje. Sem falar das amizades que foram e das novas que surgiram.

Agora estou aqui, no terceiro ano do ensino médio, nem com altura de “gente grande”. É como se fosse uma montanha. A cada ano que passava eu subia de pouquinho em pouquinho, mas agora chegou o último ano. Tudo tão incerto. Cheguei no topo da montanha e posso subir mais ainda, ou pior, cair em um precipício. Eu me preparei a vida escolar toda para esse momento. Todo estudo teve como base um objetivo: a faculdade. E agora? Tudo numa boa (mentira 3, 2, 1 PIRANDO). 

Viramos robozinhos de fazer ENEM e milhares de questões de vestibulares todas as semanas. Ok, tudo tem seu motivo. Mas e se eu não tiver certeza do que fazer nesse ano? Como eu disse, estamos em constante fase de mudança, ou seja, se a Rafa de 10 queria fazer medicina veterinária, a de 11 direito, de 12 letras, 13 medicina, 14 queria vender miçanga, 15 jornalismo e agora de 16, relações internacionais, quem sabe o que o futuro vai resolver fazer de mim? Somos tão jovens e temos nosso próprio tempo.

Como se fosse “High School Musical 3: Ano da Formatura”, esse é o ano do grande “jogo”. Um salve para quem participou de alguma forma em alguma dessas etapas.

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Minha casa por dois meses

Confesso que ainda não tinha achado nenhuma forma de escrever tudo o que eu vivi nesses últimos dois meses. Por isso, vou tentar resumir o que eu fiz e como me senti. Senta aí que vem tagarelices…

Minha irmã, Ananda, se mudou para Londres em agosto de 2016, e logo começaram os planos de viagem. 30 de novembro chegou tão rápido, acabei embarcando sem acreditar que realmente estaria indo. Minha vó também foi, no entanto ficou durante só duas semanas, então aproveitamos e pegamos um trem para Paris.

Ficamos na França três dias, dos quais dois foram na Disneyland e um de turismo pela cidade. Os parques da Disney são super parecidos com os de Orlando, porém um pouco menores e o castelo principal é da princesa Aurora, vulgo Bela Adormecida, ao contrário de Orlando que tem o castelo da Cinderela. Além de passar por importantes pontos turísticos de ônibus e dar uma paradinha de 4 horas no Museu do Louvre (acredite, seria necessário uns dois dias inteiros para conhecer todo o museu), o passeio seguiu com um passeio de barco pela Torre Eiffel. A arquitetura de Paris é incrível, mas eu particularmente prefiro a de Londres.

Voltando a Londres, e agora sem minha vó e com a minha irmã trabalhando, comecei a rota de passeios. Não é tão difícil quanto parece estar sozinha em um lugar totalmente diferente. Para começar, eu tinha Oyster (cartão de transporte que valia para ônibus, underground e overground) , o que facilitou a minha vida um monte. O essencial é saber voltar para casa, o resto é detalhe. Eu morei com minha irmã, meu cunhado e meus dois sobrinhos em Walthamstow Central, última estação da Victoria Line.  Normalmente os lugares que eu visitava, ficavam uma hora de casa. Pensando assim, parece muito, mas o tempo voa no metrô ou no ônibus. Resumindo, a rede de transporte em Londres é muito organizada, e fica mais fácil ainda com o uso de aplicativos, como Citymapper.

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Mapa do Underground de Londres

A maioria dos museus de Londres são de graça e agradam todos os gostos. Eu particularmente amei o Imperial War Museum ou Museu da Guerra. Além de apresentar a história através de projeções, documentos oficiais, roupas da guerra, aviões e carros, o museu conta com uma  trincheira. Eu sei que normalmente os museus são chatinhos e cansativos, mas os que eu visitei foram super interativos.

Outro passeio que eu amei foi a Torre de Londres, segue o vídeo do canal do Projeto de Mãe:

Eu poderia ficar horas falando sobre os passeios, mas segue aqui os lugares que eu visitei e me lembro:

  1. Big Ben
  2. London Eye
  3. Sea World
  4. Disneyland Paris
  5. Torre Eiffel
  6. Catedral de Notre-Dame
  7. St Paul’s Cathedral
  8. London Bridge
  9. Picadilly Circus
  10. Convent Garden
  11. Winter Wonderland
  12. Green Park
  13. Camden Town
  14. Museum of Childhood
  15. Natural History Museum
  16. Hard Rock Cafe London
  17. British Museum
  18. National Gallery
  19. British Library
  20. Greenwich Park
  21. Lancer’s Square
  22. Oxford Circus
  23. Buckingham Palace
  24. St James Park
  25. Imperial War Museum
  26. Victoria Park
  27. Tate Modern
  28. Tate Britain
  29. Tower of London
  30. Westminster Abbey
  31. Plataforma de King Cross
  32. Trafalgar Square
  33. Abbey Road
  34. Museu do Louvre

No meio das multidões nas estações, nos museus, nas ruas, eu encontrei o que parece óbvio, mas nem todo mundo entende. Eu encontrei eu mesma. Sozinha? Sozinha no mundo, e isso que importa. “Abrir as asas” e voar me permitiram crescer como pessoa, ganhar maturidade, responsabilidade e principalmente independência. Pai e mãe, esse foi o melhor presente que vocês poderiam me dar. Um mundo inteirinho para descobrir. Quando se está longe, a saudade bate e ficamos divididos. Nesse tempo com minha irmã, entendi como é estar do outro lado da telinha do computador. O skype facilita, sem dúvidas, mas sabemos o valor de um abraço apertado. Contato em carne osso. O sentimento nu e cru. O que antes era a saudade de casa, agora ganhou dois sentidos. Dois lares tão distantes. Entre os encontros e partidas, a saudade aperta e grita lá no fundo. A prova desse sentimento são meus olhos cheios de lágrimas ao sentir o cheiro das minhas roupas ainda não lavadas de Londres, minha outra casa. É quando eu olho ao meu redor e sinto o vazio de ter dois lares. O coração nunca vai estar satisfeito sem estar em dois lugares ao mesmo tempo.

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Para a minha Pretinha

Lembro de estar brincando enquanto o pai e a mãe tomavam chimarrão e assistiam o jornal das 7. Não acreditando, o pai falou:

-Vamos ter um cachorro!

A ideia sempre foi vetado por inúmeros motivos, como a mãe reforçava, “quem vai limpar o cocô, passear e cuidar?”, mas dessa vez era verdade. Depois de um tempo, vinha a Preta para colorir a nossa vida. Um labrador tão pequenino que já nos primeiros dias deixou uma enorme bagunça, mas daquelas que fazem bem ao coração. A pequena bolinha já não cabia em meus braços, e agora, era mais fácil montar como se fosse um cavalo.

Não existe nada mais encantador do que crescer junto com uma grande companheira, e como era. Ainda não entendo como brincávamos de esconde-esconde. Estava do meu lado quando eu precisava abraçar alguém ou ficar tagarelando. Agora eu estou aqui, longe de casa, em pedaços e é difícil de acreditar. Eu nunca consegui assistir Marley e Eu ou Sempre ao Seu Lado sem deixar uma poça de lágrimas. Na verdade, era inconfortante demais saber que um dia a Pretinha não estaria mais lá depois do filme para eu apertar e agradecer por estar comigo. Ontem mesmo eu retomei um velho costume religioso esquecido. Como minha mãe me ensinou, agradecer e no fim, “papai do céu, proteja a nossa família, amém”. Eu agradeço do fundo do meu coração pela companheira mais incrível que já tive, meu xuxu.

Where you lead

I will follow

Anywhere that you tell me to

If you need, you need to be with you

I will follow

Where you lead

Família

Entre lares e casas

O que falar sobre a família contemporânea?

Qualquer projeto de vida está repleto de sonhos e desejos, e parece bizarro determinar um padrão de família, sendo que o que importa, são os valores construídos ao longo do tempo, perto de pessoas que querem o nosso bem e nos cativam. Muitas casas de órfãos estão repletas de carinho e solidariedade do que algumas famílias que perdem o real sentido da união. Aqui está a diferença entre casa e lar, em que o segundo não representa uma moradia, mas sim, um lugar construído e cultivado com amor.

Existem pais e mães solteiras que cuidam muito bem de seus filhos, assim como duas mães, dois pais, avós, tios e uma infinidade de possibilidades. No entanto, para algumas pessoas é difícil entender e respeitar a diferença entre a casa e o lar. Há muito tempo atrás, a sociedade era matriarcal, ou seja, quando os homens das cavernas descobriram que era através da mulher que um novo ser nascia, este passou louvá-la. Porém, com a passagem do tempo, o homem da caverna percebeu que poderia usar sua força, e dessa forma, vivemos uma sociedade patriarcal.

Um filho, mesmo não planejado, é um novo começo e não merece carregar a herança de outros passados. Como John Locke diria, somos uma “tábula rasa”, uma tela em branco que deve ser pintada de acordo com o nosso estilo e vontade, afinal, na arte que é o mundo, qualquer obra é encantadora.

Ao analisar o processo de adoção de uma criança, é muito comum este ser lento e extremamente burocrático, e como Papa Francisco coloca, “ande de cabeça erguida”. Ao contrário do que muitos pensam e usam como argumento para serem contras a defesa de uma família sem padrões, as crianças são muito mais forte do que pensamos e precisam, assim como qualquer adulto, de amor, não importa de quem vem, desde que faça o projeto de vida, a tela em branco, feliz e colorida.

Para ampliar o número de lares, é necessário existir uma ajuda financeira do governo para deixar as casas de passagens mais equipadas para atenderem as crianças abandonadas. Escolas podem realizar palestras e documentários sobre o assunto e abrir espaços para conversas, o que pode dar mais visibilidade ao assunto. Outras pessoas que assumem papéis importantes atualmente, como o Papa Francisco, podem estimular e encorajar famílias assumirem grandes responsabilidades ao lado de alguém que as façam bem e que tornam da casa, um lar.

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