Hora de começar a organizar a vida de formada. Desde que eu me entendo por gente lembro que sempre quis ir para o exterior. Se não fosse meu pai segurar as rédeas eu já tinha inventado mil viagens.
Quando comecei a faculdade a vontade acabou esquecida pelas novidades. Colegas, profissão, técnicas,… o jornalismo começou a sugar a minha energia de uma forma que não tinha mais espaço para qualquer outro pensamento.
Agora estou praticamente formada e sinto que o momento de ir embora chegou. Saí de casa com 16 anos para morar em Porto Alegre, já trabalhei pra caramba dentro da minha área (levando em consideração que nem tenho diploma ainda), tive boas experiências. Tudo isso fez com que eu pudesse amadurecer e hoje afirmar cheia de convicção: chegou a hora.
Já fico com o coração apertado só de pensar nas pessoas que vou deixar aqui. Não sei como ficar por tempo indeterminado sem ver meus pais, meus pequeninos irmãos, a Preta, meus avós, a Laura, a Camila, amigos, nossa… a lista é grande. A saudade vai ser um dos sentimentos mais forte durante o período que vou morar fora.
Como acordar sem ver no chão da cozinha as gotas de café derramadas pela Camila? Como não precisar me arrumar pé por pé para não acordar a Laura? Como não ter a Famecos para ir todos os dias? Como não ter a Lancheria do Parque na busca por um encontro inusitado? Como não ter a Redenção para me jogar na grama num domingo preguiçoso de sol? Como não ter Venâncio para me refugiar nos fins de semana? Como não ter a casa da Édina para ficar horas e horas jogando conversa fora? Como não ter o Muca e a Grê para jantar nos domingos de noite? Como não ver o Arthurzinho para iluminar a minha vida? Como não caminhar pelas ruas irregulares da Rua da Praia respirando Porto Alegre?
E ele… Sempre ele… Como não estar aqui para continuar a nossa eterna história sem fim?
Tenho duas certezas. A primeira é que vou ter que me preparar muito bem nos dois meses que faltam para o embarque. Mentalizar o novo e me desligar das minhas raízes.
A segunda certeza é de que a nossa história está bem longe de ter um fim. O que vejo agora é uma continuação num cenário diferente. É bebê… Deve ser coisa do destino mesmo. Because maybe you’re gonna be the one that saves me. And after all, you’re my wonderwall. (Oasis)
Textos categorizados 'faculdade'
Canção de despedida
Publicado Novembro 27, 2009 AMO! , Eu por eu mesma 2 ComentáriosTags: estudo, Europa, exterior, faculdade, FAMECOS, formada, formatura, intercâmbio, jornal, Jornalismo, jornalista, Londres, novidades, Oasis, Porto Alegre, trabalho, Venâncio Aires, viagem, vida, Wonderwall
Agora só falta…
Publicado Novembro 6, 2009 AMO! , formatura 4 ComentáriosTags: Agora só falta você, cerimônia, colação, colação de grau, De a-ha a U2, diva, faculdade, FAMECOS, festa, formatura, Jornalismo, jornalista, música, mono, Monografia, musa, Porto Alegre, PUCRS, Rita Lee, rock, sonho, tcc, trilha, trilha sonora, universidade, Zeca Camargo
Tá. Não falta uma coisa só. A lista é grande. Vestido, preparativos da janta, festa. Pensando ainda mais próximo: banca, acabar a mono, finalizar as disciplinas da faculdades. Mas enfim. A trilha para a formatura não falta mais. Está escolhida.
No dia 29 de janeiro de 2010 vou pegar meu diploma ao som de Rita Lee. Exatamente. Pensei em mil sugestões, porém optei pelo clássico rock brasileiro. Minha diva de cabelos vermelhos. E a música vai ser… tã nã nã… Agora só falta você!
Eu era pequeno demais (só doze aninhos…) para saber o que queria fazer da vida, mas sabia que queria um dia poder cantar os versos “um belo dia eu resolvi mudar/ e fazer tudo que eu queria fazer” como se estivesse falando da minha história pessoal. Já nos anos 80, lembro de ir aos shows de Rita e rezar para que ela cantasse essa música. E, quando isso acontecia, eu, claro, ia às alturas! Em toda a sua carreira, tive vários motivos para adorá-la [...], mas nada que supere a beleza da liberdade sugerida em “Agora só falta você”. No ar que eu respiro, eu sinto prazer – e nem preciso de aspas para citar isso. Certo, Rita?
(Zeca Camargo – De a-ha a U2)
É essa liberdade que sinto a cada vez que a escuto. Além disso, remete a quem sou, minha autonomia, independência, tudo que já conquistei.
Aqui está, então. Com vocês… a musa!
“Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu…”
O inevitável
Publicado Agosto 17, 2009 Eu por eu mesma , Monografia 3 ComentáriosTags: apoio, aula, último, citações, disciplinas, ESEF, faculdade, FAMECOS, fim, formatura, jornalista, medo, mono, Monografia, profissão, PUCRS, tcc
Tentei fugir dela. Disfarçar. Contei até com ajuda da gripe A (quem diria…). Mas não teve jeito, ela chegou.
Não dá para dizer que foi sem avisar. Eu fui comunicada há 3 anos e meio. Porém, a informação foi subitamente ignorada durante tal período. Agora não dá mais para fazer de conta que ela não está aqui.
Pois bem, a monografia chegou. E para passar um tempo. Quatro meses, para ser exata. Vai embora antes do Natal. Uma pena, queria que ficasse para as festividades.
Terça-feira começa meu último semestre de graduação na Famecos (pretendo voltar em breve para uma pós, enfim, planos…). Estou um tantinho nervosa. Vai ser corrido, conciliar trabalho-monografia-disciplinas-francês-esef. But… Vamos lá.
Boa sorte para mim. Quem der apoio moral tem grandes chances de ser convidado para a formatura dia 29 de janeiro!
OBS.: Entende-se por apoio moral qualquer manifestação de carinho em momentos de crise-pânico-choro-desespero. Digitar citações de livros também seria interessante. Além disso, visitas repentinas com comidinhas e bebidinhas para aliviar o estresse são bem-vindas.
Bye, bye
Publicado Julho 19, 2009 AMO! , Eu por eu mesma , Just me 2 ComentáriosTags: despedida, saudade, medo, carinho, faculdade, FAMECOS, drama, Carol, Canadá, tchau, aeroporto, amizade, amiga, gêmea, irmã, fameloucura, coleguedo
Nunca tinha passado por algo assim. Ver partir uma pessoa tão querida. Dar tchau para alguém que não consigo ficar duas semanas sem, sabendo que vou passar 6 meses longe.
Eu relutei. Tentei negar a partida. Não tocava no assunto e disfarçava. No entanto, estava de luto por dentro. E sem dar um piu sequer.
Mas a hora chegou. No aeroporto não deu mais para segurar as lágrimas teimosas. Chorei com uma saudade antecipada. Uma vontade imensa de dizer: fica aqui.
Bom Carol, vou sentir a tua falta toda vez que eu for na Encol ficar jogada na grama comendo milhões de calorias e sempre que passar pelo Menino Deus (isso acontece quase todo dia). Além disso, a Famecos não vai ser mais um lugar tão bom assim. Não vai estar lá a criatura mais mau-humorada e reclamona do universo.
Fica aqui o vídeo que a gente fez pra ti. Uma pequena, tosca e sincera homenagem dos teus amigos que te amam e vão morrer de saudades!
E tem mais, a foto do nosso último abraço (drama!).
Love you, girl.
Lutar pelo que é meu
Publicado Junho 24, 2009 Jornalismo 2 ComentáriosTags: Brasil, categoria, colegas, diploma, direito, esquina, esquina democrática, faculdade, FAMECOS, Jornalismo, jornalista, luta, meu, Porto Alegre, profissão, protesto, PUCRS, RS, trabalho
ESSA É A MINHA DIRETORA
Publicado Junho 24, 2009 Jornalismo 2 ComentáriosTags: aprender, artigo, Brasil, carreira, comunicação, diploma, disciplinas, ensinar, faculdade, FAMECOS, Jornalismo, jornalista, liberdade, Mágda, Mágda Rodrigues da Cunha, obrigatoriedade, opinião, profissional, protesto, PUC, PUCRS, regulamentação, STF, técnica, Zero Hora, ZH
Jornalista diplomado aprende o quê?
Muitos são os debates desde o dia 17 de junho, quando o STF decidiu pela extinção da obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de jornalista. Fala-se em retrocesso histórico, manutenção de qualidade de parte das empresas, garantia da liberdade de expressão prevista na Constituição, comparação com outras categorias profissionais e até com arte e literatura.
Mas quem estuda para ser jornalista aprende o quê? E este é um foco pouco iluminado até agora e que é papel das instituições de Ensino Superior esclarecer. Neste texto, falamos do lugar do ensino de Jornalismo, que existe há aproximadamente 60 anos no Brasil, quando o diploma sequer era obrigatório.E o que o jornalista aprende desde então? Arte, produção de informação desqualificada, repressão à liberdade de expressão? Certamente não, mesmo que muitas declarações levem a esse entendimento.
O jornalismo é, talvez, a mais multidisciplinar das carreiras, pois, para transformar os fatos em narrativas jornalísticas, é preciso conhecer a realidade, sua construção, contexto e as formas de melhor apurar o fato, investigá-lo e difundi-lo. O jornalista aprende a ser o guardião da narração eticamente correta. O principal produto do jornalismo contemporâneo, a notícia, não é ficção. Os acontecimentos ou personagens das notícias não são invenção dos jornalistas. Como aponta a própria campanha de “45 anos de Zero Hora”, o jornal não publica nenhuma notícia, a menos que ela aconteça.
Um jornalista aprende português, filosofia, história, legislação, sociologia, entre outras disciplinas. O que não quer dizer que indivíduos com a formação nessas áreas possam narrar os acontecimentos. Um jornalista aprende técnicas específicas de sua profissão, como reportagem, edição, linguagens para as diferentes mídias, estudos de recepção, formas adequadas de tratar um acontecimento, considerando princípios éticos. Jornalismo não oferece risco de vida?
Imagine-se as consequências para qualquer indivíduo que tenha acontecimentos mal apurados e amplamente divulgados na mídia a respeito de sua vida. E que condições emocionais tem um soldado de narrar os fatos por seu blog, diretamente de uma guerra? Pode um torcedor narrar o jogo de seu próprio time e garantir alguma imparcialidade?
Em plena sociedade da informação, é impossível falar em restrição à liberdade de expressão. A telefonia celular e a internet já estabelecem novas relações entre os cidadãos e o poder. Cada um é capaz de contar a sua história, mas não o fato sob suas muitas dimensões. Isto é função do jornalista. Nessa mesma sociedade, precisamos de garantias legais e regulação para que estejam bem formados aqueles que vão fazer a mediação em meio a tanto conteúdo.
Aqueles que vão garantir credibilidade aos fatos que nos chegam das mais diversas frentes. Os soldados e torcedores não desejam narrar os fatos jornalisticamente. Desejam apenas, como apontam as pesquisas, usufruir da liberdade de expressão que as modernas tecnologias oferecem. O jornalista aprende na universidade exatamente sobre qual é o seu lugar dentro da narração de um fato.
* Jornalista, diretora da Faculdade de Comunicação Social (Famecos), da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
As páginas da revista
Publicado Junho 10, 2009 Jornalismo , Matéria , Mundo jornalístico , Observações 4 ComentáriosTags: capa, crack, drama, drogas, faculdade, FAMECOS, homicídio, informação, Jornalismo, Matéria, morte, mulheres, projeto, PUCRS, revista, tráfico, viúvas, violência
Pequeno poço de ódio
Publicado Maio 25, 2009 Agressividades , Coisas que me incomodam , Eu por eu mesma , Just me , Observações 4 ComentáriosTags: mulher, trabalho, faculdade, raiva, braba, menina, professores, grupo, teimosa, cabeça dura, ódio, vulcão, cólera, críticas, esforço, controle, sentimentos
Mulher braba. Teimosa. Cabeça dura. Desde que era um toquinho de gente já dava para notar que seria assim. As características apenas se acentuaram. Quem não conhece tanto, pode nem notar. Mas aqueles que sabem o que cada expressão que eu esboço significa confirmam: sou um poço de ódio. Um vulcãozinho.
A raiva brota no olhar. Aperta os lábios. Vai dominando a minha postura e encurva os ombros. Faz a pontinha do pé se mexer loucamente.
Hoje de manhã os sintomas da cólera me dominaram. De forma sutil, porém em um momento delicado: na faculdade, de cara com dois professores. Odeio ser criticada, ainda mais quando não concordo com os argumentos apresentados. E quando isso acontece em sala de aula a situação é ainda mais constrangedora.
Defendi o trabalho sem muita empolgação, para não perder a linha. Fui embora com um sentimento ruim. Poxa, eu adorei o resultado final! Originalidade?! Sim, senhores. Tinha um tantinho, embora o tema seja difícil no ponto inovação. Eu me esforcei tanto… Isso deveria contar também.
De tarde, em casa, não me desliguei do sentimento de revolta. Dormi uma hora e quando a mente despertou ela apareceu: uma idéia (não gosto da idéia de escrever idéia sem acento). Sim, agora eles iam ver o que é bom. Bom não, ótimo.
Maldito sentimento raivoso. Ele me consome até nos poucos espaços que tenho para dormir e, teoricamente, relaxar. Eta, menina.
Uma saudade que não tem fim
Publicado Maio 22, 2009 Jornalismo , Mundo jornalístico 3 ComentáriosTags: automobilismo, Ayrton, Ayrton Senna, áudio, ídolo, corrida, Dóris Fagundes Haussen, documentário, esporte, faculdade, FAMECOS, Fórmula 1, Jornalismo, Luciano Klöckner, Marcelo Chemale, mito, pódio, piloto, produção, PUCRS, radiojornalismo, rádio, símbolo, Senna, trabalho, vitória
Deu trabalho, mas tá aqui! Terminamos o documentário de Radiojornalismo IV sobre o Ayrton Senna. Ficou bem bacana, é emocionante lembrar do ídolo brasileiro através de narrações de corridas e depoimentos. Para quem tiver 12 minutinhos disponíveis vale a pena conferir. Seguem os créditos do povo que fez o projeto acontecer!
LOC – AYRTON SENNA: Uma saudade que não tem fim.//
LOC – Programa produzido pelos alunos de Radiojornalismo quatro da Faculdade de Comunicação da PUCR-RS: ANANDA ETGES, BRUNA KUBASKI, JULIANA ARIAS, KELLEN MORAES, PAULA CUNHA.//
LOC – Locução: MARCELO CHEMALE.//
LOC – Técnica: FABRÍCIO DE CARVALHO e ZÉ CARLOS DE ANDRADE.//
LOC – Supervisão: professores DORIS FAGUNDES HAUSSEN e LUCIANO KLÖCKNER.//
Para conferir é só clicar AQUI!










