Textos categorizados 'dor'

10 dicas para fazer uma monografia em 10 dias

1 – Prepare litros e litros de café.
2 - Tenha sempre gelo no congelador para colocar nos ombros/cotovelos doloridos de tanto digitar.
3 – Esconda chocolates pela casa para os momentos de pânico.
4 - Avise seu orientador e amigos próximos sobre a possibilidade de (muitas!) ligações desesperadas repetindo: “Eu odeio a ABNT” e/ou “Eu vou me matar”.
5 - Cancele todos, eu disse TODOS, os seus compromissos. Mantenha apenas tarefas rápidas para distração, como ir ao supermercado, farmácia, etc.
6 – Não tenha disponível nenhum episódio inédito de nenhuma das suas séries favoritas. Além disso, esqueça a locadora.
7 – Separe pelo menos três almofadas para experimentar diversas posições ao longo das maratonas na frente do computador.
8 - Coca. Muita coca (o calor torna o café enjoativo já nos primeiros dias).
9 – Compre um bloco de post-it da cor mais berrante que tiver na gráfica/papelaria. Sugiro rosa-mega-ultra-pink. Ele não te deixa pegar no sono em cima dos livros.
10 – Cole o bumbum no sofá/na cadeira e escreva. Escreva. Escreva. Até ter vontade de arrancar o braço fora, vomitar teorias e colocar fogo nos livros.

Yes, we can.

Always

“Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva”

(Caio Fernando Abreu)

Saudade. Louca. Insana. Doentia. Sempre. Por todo sempre.

Já não sei mais o que é ficar sem dor.
Ela faz parte de mim.

Explicações

“Você é intensa, mas sua intensidade não costura para fora. Eu sou intenso, mas minha intensidade costura para fora antes mesmo de comprar os tecidos. Sei que não entendo nem metade do que já sentiu por mim. Por absoluta ausência de comunicação. Sei que não entende nem metade do que sinto por você. Por absoluta ausência de paciência. Eu preciso ouvir, você não precisa falar, nos amamos desinformados.

Maldita chuva que começou. Os relâmpagos são gravatas azuis em terno escuro. A sobriedade das sobras. A chuva sempre está vestida para velório. A chuva lava bagunçando. Deixa tudo mais sujo. Muito mais verdadeiro.”

Carpinejar

Previsão do tempo

Hoje acordei com todas as saudades latentes. Uma dor apertada, sofrida de sentir. Quis chorar, mas as lágrimas estavam presas. Não fizeram a gentileza de sair e me aliviar. Não sei o que me faria sentir melhor. Na verdade eu sei. Mas não quero aceitar que estou fracassando no meu plano perfeito. Queria a Carol aqui para me xingar um pouco. Praga que se mandou para o Canadá. E me deixou aqui… Cheia de perguntas. A Carol sempre tinha respostas para esses dias assim, de sol e vento. Não gosto de dias assim. O sol tenta aquecer, porém o vento insiste em atrapalhar o calor que quer penetrar na pele. O vento que bagunça tudo. Tá aí, é culpa do vento. Ele que misturou os meus sentimentos e trouxe de volta o que tinha guardado no fundo do meu coração. Quero a sobriedade do sol sem vento de novo. E não ter mais essas variações climáticas na alma. Porque ainda dói.

Então tá

Descobri. É assim que vai ser. Tardes longas. Sábados condenados. Tendinite aguda.
Pois é, comecei a monografia.
Mais uma descoberta! Tenho o corpo de uma idosa. Sim, vai sentir tanta dor assim lá na p*** que p****. Tornozelo podre. Costas condenadas. Braço inútil.
O post termina aqui, pois estou sem força para digitar.

Sim, doutor, eu estou apoiando o braço direitinho.
Aff.

10 hrs e 44 min

Tempo exato que estou na TV. Dobrei para meu colega hoje.
Geralmente quando fico tantas horas no trabalho o sono bate. O mau-humor também. Sem falar na dor. Costas, braços, pernas. Agonias corporais coordenadas.
Mas hoje o tempo passou. As coisas foram acontecendo e quando eu vi o pessoal da manhã já estava chegando.
A maratona alimentar foi longa. Começou com pizza. Foi para balas. Chocolate. Chocolate quente. Baguete de frango. Pipoca. Bolacha de maizena. Trident. Fanta laranja. Não necessariamente nessa ordem. Porém, tudo isso, sim senhores.
A companhia chegava e ia embora…
E eu permanecia…
Sem sono…
Sem novidades…
Só faltam mais 69 minutos.
Agora 68.

Mulheres

Conheci mulheres apaixonantes nos últimos dias. A Ana Rita, a Darmiana e a Márcia. As três abriram as suas vidas para mim e para o Matheus (grande dupla de reportagem). Contaram histórias íntimas e extremamente dolorosas. Elas são as viúvas da violência da nossa matéria de Produção em Revista.
Mulheres que perderam uma das pessoas que mais amavam de forma brutal. Ficaram apenas com a angústia e com a lembrança viva do amor que tiveram: os filhos.
Eu tive a missão de contar um pouquinho mais delas através de fotografias. Aqui uma amostra do trabalho que está tirando o meu fôlego nas últimas semanas. Assim que o texto for finalizado vou postar.
* As fotos da Darmiana estão no pen drive e o pen drive está com o Gilliar e o Gilliar está na PUC. Ou seja, sem fotos da Darmiana por hoje.

Ana Rita com a pequena Camille

Ana Rita com a pequena Camille

A família que restou

A família que restou

Camille com um quadro feito pelo pai enquanto ele estava preso

Camille com um quadro feito pelo pai enquanto ele estava preso

Um dos meninos da Márcia

Um dos meninos da Márcia

Márcia e os três dos quatro filhos

Márcia e os três dos quatro filhos

 

Confira a matéria e as páginas da revista nos links!

Enquanto isso na minha cama…

Meu primo virou papai. Hoje é dia de visitar a pequena e graciosa Manoela. Eu nem a conheço, mas pelas fotos foi possível perceber os traços da minha família paterna no seu mimoso rostinho.
Meu outro primo foi chamado na UCPEL. Um projeto de médico na família. Todos estão felizes com a aprovação.
Meu afilhado corre solto pela casa. Caminha agora com total firmeza e agilidade. Chama a “didi” (dinda) só em último caso.
Meu irmão já não é mais criança. Tem programações próprias, vai em festinhas, tem celular e malandragem.
É, as coisas estão acontecendo enquanto estou presa na cama. Dias de repouso. Dias de ressaca.
Aqui na cama o tempo não passa. Quisera eu poder descansar, mas tal sensação de inutilidade não me serve. Quero produzir, quero sair, quero caminhar, quero dirigir, quero trabalhar!!!

Frustrada.


PEQUENO PROJETO DE JORNALISTA

Espaço para opiniões e reflexões. Seja bem-vindo ao meu infinito particular!

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