Arquivo para Maio, 2009

Frio

“E Santo Cristo há muito não ia para casa
E a saudade começou a apertar…”

Pequeno poço de ódio

Mulher braba. Teimosa. Cabeça dura. Desde que era um toquinho de gente já dava para notar que seria assim. As características apenas se acentuaram. Quem não conhece tanto, pode nem notar. Mas aqueles que sabem o que cada expressão que eu esboço significa confirmam: sou um poço de ódio. Um vulcãozinho.
A raiva brota no olhar. Aperta os lábios. Vai dominando a minha postura e encurva os ombros. Faz a pontinha do pé se mexer loucamente.
Hoje de manhã os sintomas da cólera me dominaram. De forma sutil, porém em um momento delicado: na faculdade, de cara com dois professores. Odeio ser criticada, ainda mais quando não concordo com os argumentos apresentados. E quando isso acontece em sala de aula a situação é ainda mais constrangedora.
Defendi o trabalho sem muita empolgação, para não perder a linha. Fui embora com um sentimento ruim. Poxa, eu adorei o resultado final! Originalidade?! Sim, senhores. Tinha um tantinho, embora o tema seja difícil no ponto inovação. Eu me esforcei tanto… Isso deveria contar também.
De tarde, em casa, não me desliguei do sentimento de revolta. Dormi uma hora e quando a mente despertou ela apareceu: uma idéia (não gosto da idéia de escrever idéia sem acento). Sim, agora eles iam ver o que é bom. Bom não, ótimo.
Maldito sentimento raivoso. Ele me consome até nos poucos espaços que tenho para dormir e, teoricamente, relaxar. Eta, menina.

Uma saudade que não tem fim

Deu trabalho, mas tá aqui! Terminamos o documentário de Radiojornalismo IV sobre o Ayrton Senna. Ficou bem bacana, é emocionante lembrar do ídolo brasileiro através de narrações de corridas e depoimentos. Para quem tiver 12 minutinhos disponíveis vale a pena conferir. Seguem os créditos do povo que fez o projeto acontecer!

LOC – AYRTON SENNA: Uma saudade que não tem fim.//
LOC – Programa produzido pelos alunos de Radiojornalismo quatro da Faculdade de Comunicação da PUCR-RS: ANANDA ETGES, BRUNA KUBASKI, JULIANA ARIAS, KELLEN MORAES, PAULA CUNHA.//
LOC – Locução: MARCELO CHEMALE.//
LOC – Técnica: FABRÍCIO DE CARVALHO e ZÉ CARLOS DE ANDRADE.//
LOC – Supervisão: professores DORIS FAGUNDES HAUSSEN e LUCIANO KLÖCKNER.//

Para conferir é só clicar AQUI!

Mulheres

Conheci mulheres apaixonantes nos últimos dias. A Ana Rita, a Darmiana e a Márcia. As três abriram as suas vidas para mim e para o Matheus (grande dupla de reportagem). Contaram histórias íntimas e extremamente dolorosas. Elas são as viúvas da violência da nossa matéria de Produção em Revista.
Mulheres que perderam uma das pessoas que mais amavam de forma brutal. Ficaram apenas com a angústia e com a lembrança viva do amor que tiveram: os filhos.
Eu tive a missão de contar um pouquinho mais delas através de fotografias. Aqui uma amostra do trabalho que está tirando o meu fôlego nas últimas semanas. Assim que o texto for finalizado vou postar.
* As fotos da Darmiana estão no pen drive e o pen drive está com o Gilliar e o Gilliar está na PUC. Ou seja, sem fotos da Darmiana por hoje.

Ana Rita com a pequena Camille

Ana Rita com a pequena Camille

A família que restou

A família que restou

Camille com um quadro feito pelo pai enquanto ele estava preso

Camille com um quadro feito pelo pai enquanto ele estava preso

Um dos meninos da Márcia

Um dos meninos da Márcia

Márcia e os três dos quatro filhos

Márcia e os três dos quatro filhos

 

Confira a matéria e as páginas da revista nos links!

Pequenas lições

Primeiro sábado de frio. O sol está tímido, mas brilha de um jeito especial. A grama convida para sentir o seu cheiro de orvalho fresco da manhã. O céu não apresenta uma nuvem sequer. Oferece um singelo azul, um azul cintilante.
Acordei como se tivesse dormido por cem dias. Milhares de horas em uma realidade paralela. Tenho certeza que abri os olhos com o brilho que ele sempre se refere. Senti a brisa gelada. Gozei da minha preguiça.
Entendi que mais importante do que ficar junto o tempo todo é saber sentir saudade. “Volto te querendo mais…”.
Agora eu sei.

“If every simple song I wrote to you
Would take your breath away
I’d write it all
Even more in love with me you’d fall
We’d have it all”

(hey there delilah – plain white t’s)

O mais perfeito possível

O show do Oasis no Gigantinho estava simplesmente MARAVILHOSO! Sério, ainda não acredito no que foi a noite de ontem. Uma música melhor que a outra, energia de doze mil pessoas cantando os grandes clássicos da banda. E detalhe: eu estava (muito) bem acompanhada.
Assim seria difícil o show não ser o mais perfeito possível! Melhor ainda saber que agora sempre que alguém ouvir Oasis vai lembrar de mim. E alguém que também acha que foi o melhor show da vida! Pelo menos até a gente ir em outro bombástico juntos.   

Foto: Paula Cunha

Foto: Paula Cunha

Enlouquecida!

Acordei às seis e meia da manhã/ madrugada. Nunca foi tão fácil pular da cama. Corri para o chuveiro e cantei Wonderwall com um ânimo jamais visto. ATÉ AGORA! Afinal, hoje de noite vai ser com ainda mais empolgação. Louca para que a tarde passe voando. Louca para chegar no Gigantinho. Louca para começar uma noite que promete ser perfeita! É hoje, povo! OASIS!
Durante os últimos dias assisti vídeos no YouTube dos shows já realizados no Brasil. Uma emoção só. E adivinha a mais maravilhosa-linda-esperada-pedida-sonhada??? Don’t Look Back in Anger!!! Sim, a MINHA música!
O negócio é esperar! E falta pouco… 11 horas e 2 minutos.
ANSIOSA!

Paciência

A desculpa que mais ouço para qualquer problema é: não tenho tempo. Pois bem, eu também não. Trabalho, estudo e resolvo meus problemas emocionais. Sem citar no fato de ter que administrar periodicamente o meu humor. É difícil. Não tenho tempo.
Fico dividida entre duas cidades. Dependem de mim um pai, uma mãe, dois irmãos, uma cadela, três avós, um afilhado, meia dúzia de primos, quatro amigas de infância, quatro amigas da faculdade, alguns colegas de aula e outros de trabalho, um grupo de rádio, um grupo de tele, dois chefes, um apartamento e uma perna trombosada. Sobra tempo?
Na verdade, não consigo nem organizar meus minutos com a listinha acima. Tento dosar e atender tudo e todos. Mas eu falho…
Lembrei de uma música…

“O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência”

(Paciência, Zeca Baleiro)

Enfim, desabafos de alguém que se sente impotente.

Pés gelados, coração quente

Os casacos já foram retirados da parte alta do armário. O cobertor está nos pés da cama, para qualquer emergência. Uma manta no cantinho do sofá. Sintomas da chegada do inverno.
Gosto de sentir o primeiro frio do ano. Ele enche de charme as tardes de sol. Preenche as noites geladas com o seu silêncio.
Melhor ainda chegar nessa estação com o coração aquecido. Ou pelo menos com a expectativa de uma temporada cheia de descobertas e novos sentimentos.

Desejos

Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu

Carlos Drummond de Andrade


PEQUENO PROJETO DE JORNALISTA

Espaço para opiniões e reflexões. Seja bem-vindo ao meu infinito particular!

Ingrediente da…

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