O relógio andou. Os fogos brilharam. O ano acabou.
E agora, José?!
Não foi tão ruim quanto imaginei. Claro que uma lágrima insistiu em cair. O coração ficou apertado. A alma viajou pelo espaço. Ora em Tramandaí. Ora nos fundos da casa da vó, lá na terrinha. Por instantes em Garopaba, junto do meu benzinho. E por longos momentos da noite em um cantinho de Venâncio. Sim, lá pertinho da sanga escura, do bar do Schlosser (adoro pronunciar SCHI-LÓ-SSERRRR).
Acontece que 2009 chegou. Trabalhei na virada e foi uma noite como qualquer outra. Na verdade diferente por um detalhe: trabalhei 12 horas. O normal são 6. Mas ok, passou. Às seis e meia da madrugada do dia primeiro peguei um táxi e fui para casa. Abri a porta marrom-bombom-ouro-branco e entrei. Olhei para minha bagunça externa. Senti a interna. Welcome home.
Dormi com vontade. Ao abrir os olhos lembrei que tinha que arrancar mais uma folhinha do calendário.
Agora são 3:58 de outra madrugada de 2009. Comecei o ano coruja. Querendo curujar em outro sentido também. Porém, é uma nova história. Uma com linhas tortas e rabiscos no cantinho da folha. Em um deles consegui ler o trecho: “…coração dá pulinhos quando…”.
E agora, José?! O amor acabou. Um novo brotou. E agora, José?!

