Estava eu no mercado tranqüila na fila dos frios. De repente, enxerguei um garoto moreno vindo em minha direção. Ele era bonito e logo percebi que estava acompanhado. Não reparei na mulher ao seu lado, porém, quando eles passaram por mim, reconheci a voz feminina.
Para ter certeza de quem era a moça, resolvi seguir a dupla por entre tantas prateleiras. Os encontrei próximo ao caixa e tive certeza: era a Débora Secco. Baixinha e magricela, parecia uma menina. Os cabelos estavam soltos e com um certo volume. Ela usava um vestido simples e tênis.
Definitivamente, atrizes também são humanas. Antes, eu não tinha certeza absoluta disso. Celebridades parecem não ter uma vida real, cansativa e repleta de problemas como a minha. Entretanto, Débora Secco vai ao mercado. Pelo jeito ela come, embora não muito. Fiquei decepcionada e os famosos perderam a áurea divina que eu imaginava ao redor deles.
Como se não fosse suficiente, hoje pela manhã encontrei um professor da faculdade no ônibus lotado. Assim como eu, ele lutava para se equilibrar entre a multidão. Não acreditei na cena. Outra desilusão, afinal, mestres também são de certo modo elevados a um patamar acima da população geral.
Sendo assim, confirmei que celebridades, tanto globais quanto acadêmicas, são seres humanos. Detalhe: às vezes eles moram no mesmo bairro que o seu. E a propósito, o bonitão que acompanhava a Débora Secco no mercado não era o Roger e sim, Nilmar, amigo do casal e jogador do Internacional.

