Seis e meia da manhã. Já podia ouvir o choro do pequeno no quarto ao lado. Esperei por um ou dois minutos, porém ele não parava. Enquanto meu corpo levantava da cama, a alma continuava dormindo. Todavia, ao olhar o seu rostinho desesperado no berço foi impossível não abrir um sorriso. Definitivamente, acordei e me senti leve. Estava feliz.
Ficamos sozinhos durante parte da manhã. Precisava me arrumar e deixar algumas coisas organizadas. Como o moço queria atenção, tive que inventar uma estratégia. Peguei o “bebê-conforto” (nome um tanto bizarro para uma espécie de cadeira infantil) e coloquei perto da grade que separa o jardim da casa. Sentei o Arthur (nome do baby) e chamei os dois cachorros da minha tia para perto. Ele permaneceu ali tempo suficente para eu lavar a louça. Depois pegou no sono para a prima/madrinha dele poder trocar de roupa e se maquiar.
Meus tios chegaram em casa e a correria foi total. A missa do batizado era às dez horas. Dez e quinze estávamos entrando na igreja. Duas horas mais tarde saíamos do local. Todos com calor. Cansados. Porém eu ia embora com algo a mais. Um presente lindo e vivo. Presentinho de Deus. E agora devidamente abençoado.

