Somos seres complexos. Tanto que às vezes nem sabemos nos entender. Eu seguidamente me sinto perdida. Sonhos demais, possibilidades de menos. Mas é o jogo da vida, tudo que se precisa é de um pouco de paciência e boa sorte.
Ontem as aulas recomeçaram. É sempre bom rever os colegas e amigos, muitos assuntos para colocar em dia. Durante a manhã, aula. De tarde, estágio. E quando a maioria dos mortais se prepara para ir rumo aos seus lares, eu estava em um ônibus lotado com destino à UFRGS.
Era um masacre coletivo. Gente e mais gente, um calor insuportável. Eu fiquei prensada perto da roleta. Olhava para o relógio pelo menos duas vezes por minuto.
Na Universidade eu teria duas aulas da educação, pois faço além de jornalismo o curso de educação física licenciatura. Sentei na sala de aula e esperei o professor. O nome da disciplina era meio assustador: “Psicologia da Educação I – A”. No entanto, para a minha sorte, foi interessante a introdução.
Todavia, o que me seduziu mais foi a cadeira posterior, “História da Educação”. O nome na grade de horários não provocava euforia em mim. Contudo, fiquei surpresa com a primeira demonstração de como serão as aulas.
Discutir os problemas da educação brasileira me desperta algo novo. Sou filha de professora e nunca havia pensado em seguir a profissão. Porém, nos últimos meses me sinto diferente em relação a isso. Talvez seja uma vocação…
Eu sinto isso como sinto que nasci para ser mãe de meninos. Sei que é estranho, mas é uma daquelas coisas futuras que pareço já saber. Viu como somos complexos? Vai entender uma coisa dessas… Só espero que os outros sejam tão malucos quanto eu. Ah, espero mais duas coisas também, ser professora e mãe de meninos.
* Viajens da tarde de uma terça-feira preguiçosa…

