Arquivo para Fevereiro, 2008

Pobres jornalistas

Pelo menos 2 vezes por semana faço uma ronda por blogs. Visito as páginas dos amigos e sempre garimpo algo novo. Hoje, no Canetinhas e Microfones encontrei um post que chamou minha atenção. Gostei muito e coloco aqui para os meus leitores, em especial os colegas da faculdade. Qual mandamento vocês destacariam? Um beijo grande!

OS MANDAMENTOS DO JORNALISTA

1º) Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental. E qualquer desculpa de falta ou atraso usando estes argumentos será encarada com má vontade pela chefia imediata.
2º) Não verás teus filhos crescerem.
3º) Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.
4º) Terás gastrite, se tiveres sorte. Se for como os demais terás úlcera, pressão alta, princípios de enfarte, estresse em alto nível.
5º) A pressa será tua única amiga e as suas refeições principais serão os lanches da padaria da esquina, as pizzas no pescoção, ou uma coxinha comprada perto do local onde se desenvolve sua reportagem.
6º) Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.
7º) Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho.
8º) Ganharás muito pouco, não terás promoção, não terás perspectiva de melhoria e não receberás elogios nem de seus superiores e nem de seus leitores. Em compensação as cobranças serão duras, cruéis e implacáveis.
9º) Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.
10º) A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te fará mais efeito.
11º) Os botecos nas madrugadas serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contato com outras pessoas loucas como você.
12º) Terás sonhos com horários de fechamento, com palavras escritas erradas, com reclamações de leitores, com matérias intermináveis, com gritos ao telefone dos chefes de reportagem e, não raro, isso acontecerá mesmo durante o período de férias.
13º) Suas olheiras e seu mau humor serão seus troféus de guerra.
14º) E, o pior… Inexplicavelmente existirá uma legião de “focas” brigando para ocupar o seu lugar.
15º) Confiarás desconfiando de tudo que veres e tudo que ouvires;
16º) Por mais que faças a melhor matéria do mundo, se não assinares o ponto na empresa, para todos os efeitos não existirás;
17º) Começarás como rádio-escuta, seguirás como repórter de futilidades, permanecerás como repórter de geral quase toda a tua carreira e, quando puderes escrever na área de atuação que te consideras especialista, ou estarás aposentado ou terás virado professor;
18º)Se repórter de TV, cuides de tua aparência; se repórter de rádio, cuide de sua voz; e se répórter de jornal, cuide de sua artrite reumatóide nos dedos;
19º) Não te cases com um(a) colega de profissão: afinal, o assunto em casa sempre vai ser o mesmo. E jornalismo é que nem sexo: se não variares, perdes a vaga;
20º) És jornalista: portanto, não desistas nunca. Tomarás chá de banco, levarás furo, darás “barrigas”, sempre terás puxas-saco te elogiando e corneteiros te criticando. Mas, se tiveres bom senso (caso raro) encontrarás alguém que te elogiará e te criticará na hora e na medida certa.

Juno

Adorei Juno. É uma visão diferente sobre gravidez na juventude. A atriz principal está excelente e a trilha sonora é ótima. Uma boa idéia para o restinho das férias.

A velha maldita do calcanhar para fora do tamanco

Certas coisas fazemos por um compromisso oculto. Para mim, visitar minha avó paterna é uma dessas atividades. Não que eu não goste dela. Porém, tenho que estar de bom-humor para ouvir suas reclamações. São poucos os dias em que ela faz comentários agradáveis e positivos.
Hoje encarei o desafio e fui até a casa da vó. Ela estava no jardim com uma amiga. Estacionei a bicicleta, dei um beijo em sua face e sentei. Depois de uns 30 segundos após a minha chegada a senhora que estava lá resolveu abrir a boca: “Tu estás mais gorda. A Fernanda também blá blá blá”. COMO ASSIM? Gorda? Mais gorda?
Sei que não estou na melhor forma física. Nunca fiz o tipo magricela e os quilinhos a mais me incomodam. No entanto, ouvir isso assim de alguém que deve ter me visto no máximo 3 vezes na vida é um absurdo. Não faço idéia de quem seja a Fernanda que ela se referia. Coitada, foi ofendida por tabela.
As velhas (geralmente uso o termo velhinhas, mas hoje estou com raiva delas) adoram falar o que pensam sem se importar com os sentimentos alheios. Tais opiniões com freqüência são sobre a aparência das pessoas. Fico muito aborrecida com fatos do gênero.
Realmente seria melhor não ter ido ver a minha avó hoje ou naquele horário. Eu estava de bom-humor, contudo passou. Meu consolo foi observar a maldita indo embora. Ela devia ter um metro e sessenta de altura e pesar uns 80 quilos, o suficiente para não opinar sobre o corpo dos outros. Com os cabelos bagunçados e volumosos, ela atravessou o portão. Foi então que vi seu modo de andar. Seu calcanhar ficava para fora do tamanquinho bege. Era uma aberração. Também sei ser cruel. Velha cretina.

O ET, o pagode e o pec pec

A vida em sociedade é complicada. É mais difícil ainda quando limites não são respeitados. Eu pensei nisso até pegar no sono na noite passada. Refleti bastante, considerando a demora pra conseguir fechar os olhos.
Criada no interior, era acostumada com o barulho dos pássaros pelas manhãs. Chegava a ser irritante de tão bonitinho. Já na Capital, os sons são diferentes. Principalmente por morar em apartamento.
Mas ontem foi demais. Na verdade o pior foi o conjunto, não era um vizinho só, porém dois. O de cima e o de baixo. Coitadinha de mim no meio dessas criaturas sem noção.
Tudo teve início com a reuniãozinha do excelentíssimo jogador-de-futebol-pagodeiro-mala-com-o-som-muito-alto-do-time-mais-podre. Ele que pelo jeito adora umas festinhas, resolveu comemorar o empate de quarta-feira com os coleguinhas. A música penetrava nos meus ouvidos com intensidade total. A fúria ia tomando conta do meu coraçãozinho.
Resolvi deitar, achei que no quarto não ouviria a pagodeira do andar de baixo. Estava errada. Para completar, descobri que a vizinha de cima adora andar de salto alto depois da meia noite. Pra lá e pra cá. Pra lá e pra cá.
A sinfonia nada agradável continuou por cerca de meia hora. Não entendo como a mulher caminhou tanto dentro de um espaço tão pequeno. Que praparo físico…
Pois bem, quando achei que finalmente dormiria, aconteceu algo assustador. Um pequeno estalo dentro do quarto me deixou com medo. Cobri-me inteira com o lençol. Inclusive a cabeça. Fiquei assim quietinha por um tempo. Quando criei coragem pra ver o que tinha acontecido, enxerguei uma luzinha em um canto. Apavorada, pensei que era um ET. Sim, um ET. Pode rir.
Depois lembrei que meu MP3 tinha ficado conectado ao computador. Era isso a luz misteriosa. Claro que pensei: “Como tu és imbecil, Ananda”. Todavia, tenho trauma de ET. Não me perguntem o motivo. Mas também não falem de Chupa Cabra. Isso me deixa meio apavorada. Só meio.
Que noite terrível.

Sempre é tempo

Fazia quase um mês que não vinha para casa. De ônibus então, muito mais tempo. Não consegui dormir na viagem, por mais cansada que estivesse. Sentia-me ansiosa. Acho que era saudade.
Cheguei na rodoviária e meu avô já estava me esperando. Fomos até a casa dele e minha avó havia feito um almoço especial para mim. Tudo que eu gosto na mesma mesa. Definitivamente, era bom estar em Venâncio.
No domingo decidi organizar algumas fotos. A cada imagem, uma recordação. Fiquei no maior momento nostalgia. Percebi quantos lugares e pessoas já conheci. Fatos que eu nem lembrava mais estavam retratados ali. Fiquei feliz.
Para completar o fim de semana de saudades, de noite fui até a casa dos meus primos. Nos braços eu levava o jogo que marcou a nossa infância. Eles me olharam desconfiados, mas na mesma hora perguntaram: onde vamos jogar? Ninguém hesitou. Três horas depois eu me consagrava campeã no Banco Imobiliário. Tem coisas que não mudam. Nunca.

Conto de um fim de verão – Parte III, final

Uma dor atravessa o corpo e a alma de Marina.
Estava na hora. Mais um verão se aproximava, era novembro.
Os minutos entre o início e o primeiro choro foram intermináveis.
Marina sentiu seu bebê. Ela viu os olhinhos desesperados e beijou a testa do pequeno. A felicidade inundou seu coração.
André entrou em seguida. Mais uma vez o casal chorou juntos. Mais uma vez eles sentiam a benção enviada.

* Queridos, torço por vocês! Logo vem…

Conto de um fim de verão – Parte II

Cada segundo da gravidez foi aproveitado com total intensidade pelo casal. Conforme a barriga de Marina crescia, aumentavam também os sonhos com aquela criança.
O bebê seria muito amado, disso não tinha como duvidar.
Marina desejava ver o rostinho de seu filho, queria pegá-lo no colo e embalar as suas noites com canções macias.
André também estava ansioso. Ser pai era um objetivo a tempos guardado.

Meninas bonitas que não sentem calor

Estava sexta passada na rodoviária de Porto Alegre. A temperatura era de 30 e poucos graus depois de uma semana de calor ameno. Eu havia trabalhado o dia inteiro e carregava milhares de muambas. Meu destino inicial era Gravataí, onde encontraria minha carona. De lá, seguiria até o litoral para um fim de semana agradável.
Pois bem, enquanto eu derretia na espera do ônibus reparei num fato interessante. Notei algumas mulheres que não apresentavam nenhum sintoma de calor. No rosto delas a expressão era calma. Elas não tinham uma gota sequer de suor na face.
Essas mesmas mulheres eram todas lindas. Boa parte tinha os cabelos compridos, lisos e loiros. O mais surpreendente era que nenhum fio estava fora do lugar. A temperatura não os abalava.
Outro detalhe importante está na roupa delas. Grande parte usava calça jeans. Eu com a minha saia um pouco acima do joelho penava. Elas continuavam intocáveis.
Entrei no ônibus decepcionada. Quanta inveja. Malditas mulheres bonitas.

Conto de um fim de verão – Parte I

Marina treme e senta na cama. Ela pousa as mãos geladas em seu ventre. Cada segundo ali parece uma eternidade. Pela janela entra a brisa do fim do verão, como se viesse anunciar a boa notícia.
Seus pés a conduzem lentamente até o banheiro. É hora de ver se tudo valeu a pena. E valeu.
O resultado é positivo. Marina vai ser mãe. A emoção toma conta do seu nobre coração. Ela se abaixa e senta no piso. Uma lágrima rola.
André entra no cômodo e se ajoelha. Começa a chorar compulsivamente e o casal se une em um abraço. Ao separarem seus corpos, se olham. Marina sorri.

Cafonices

A preguiça faz com que eu me sinta amarrada na cama. Repasso mentalmente tudo que tenho para fazer antes de sair de casa. Levanto mau-humorada.
Dormi pouco e pensei muito na noite passada. Idéias me enlouqueciam enquanto virava de um lado para o outro.
Ficam algumas conclusões: preciso morar com alguém, sou uma desastrada na cozinha e definitivamente não posso mais comer chocolate de noite. Ele me deixa muito agitada. Pobre criança, não?
Arrumo minhas coisas e sigo para o trabalho. Para aliviar as malezas da vida, coloco os fones e escolho uma música. Spice Girls. Não tem como continuar ruim assim.

spice_girls_retro1.jpg

Foto: Divulgação

Gosto das velhas Spice. Imagem só para matar a saudade.

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PEQUENO PROJETO DE JORNALISTA

Espaço para opiniões e reflexões. Seja bem-vindo ao meu infinito particular!

Ingrediente da…

Do blog para o micro-blog

  • Entregas e prazos. #foi 7 hours ago
  • Cansada... mesmo depois do fim de semana... detalhe: a semana promete ser mega agitada! Ai de mim! 19 hours ago
  • London, calling! 1 day ago
  • Ótimo dia para tomar um banho de chuva! Cuidado, pessoas! A qualquer momento um ônibus pode passar por vocês e dar aquele belo banho! #fail 3 days ago
  • @tmedina eu adorooo! já vou postar meu boletim no blog! 3 days ago

 

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